terça-feira, 9 de maio de 2017

CLIMA DE INSEGURANÇA EXIGE ATENÇÃO MÁXIMA NAS RUAS

           

             Sobre o terrorismo disseminado nas redes sociais com informações falsas e alarmantes de ações de bandidos na Ilha do Governador, tem fundamento o alerta das autoridades que participaram da reunião do Conselho de Segurança da Ilha, realizado nesta semana. Sobre essas autoridades pesam as responsabilidades de garantir a segurança dos moradores além do patrimônio público e privado. Nas suas ações de combate ao crime nossos policiais colocam a própria vida em perigo e por isso são admirados pela população.
           Já basta a verdadeira e real onda de crimes que acontecem e se multiplicam por toda a cidade, agora surgem mensagens apócrifas no WhatsApp para preocupar a população que não consegue perceber o que é mentira explorada por bandidos. O objetivo dessas mensagens falsas é propositalmente apavorar as pessoas e aumentar o clima de medo.
             Claro que a situação de insegurança na Ilha é crítica. E todos nós precisamos estar alertas porque a bandidagem está agindo a qualquer hora e em todos os lugares. O cuidado em entrar e sair de casa deve ser redobrado e observado rigorosamente, como também é sensato ficar atento nas ruas seja caminhando ou dirigindo. Em algumas comunidades, onde os moradores são obrigados a conviver com bandidos, o clima também piorou e a população local reclama que, nunca aconteceu antes pessoas serem assaltada em plena luz do dia por marginais que covardemente subtraem os pertences e valores das vítimas.
           
Uma prova de que as coisas estão caminhando para o caos, é a imagem dos veículos incendiados e abandonados por criminosos, na estrada para Tubiacanga, como mostra a capa desta edição. É uma imagem absurda e vergonhosa da cruel e triste realidade da qual todos nós somos reféns. 

sábado, 29 de abril de 2017

CLIMA DE INSEGURANÇA APAVORA INSULANOS

          
Assaltos e roubos ocorrem contra motoristas, pedestres e residências
            
            É terrível constatar que a Ilha do Governador vive uma onda de violência como nunca aconteceu antes. Além de diversos crimes simples como assaltos a moradores e roubos de celulares, uma série de outros delitos estão sendo praticados, o que parece demonstrar que diversos grupos de bandidos estão agindo na Ilha.
            Não justifica nem ameniza saber que no resto da cidade a situação é pior e os crimes são mais graves, com balas perdidas por todo lado enquanto a polícia parece sem condições humanas e operacionais de dar segurança à população, diante da quantidade de crimes. Com isso a rotina do insulano está mudando e sair da Ilha à noite passou a ser uma aventura. 
            O perigo está rondando em todas as horas e lugares da região. Na segunda (24), um segurança privado da empresa Souza Cruz que fazia a escolta de um veículo foi morto no Tauá, por bandidos que tentaram roubar a carga. No final de semana, houve cinco roubos de veículos e três desses foram encontrados durante essa semana queimados próximo a unidade do Detran em Tubiacanga.  No Quebra Coco, os moradores de uma casa na Rua Primeiros Sonhos ficaram horas à mercê de armas e bandidos que invadiram a residência, na tarde do sábado, para roubar objetos de valores e dinheiro. Antes de sair ameaçaram voltar caso fossem denunciados.
              Na segunda à noite a filha de 16 anos, de uma conhecida empresária insulana, sofreu um assalto quando caminhava pela Rua Gustavo Augusto de Rezende , na Portuguesa e teve seu celular furtado por ocupantes de um carro prata que segundo o vigia de um condomínio próximo, costuma assaltar pela Portuguesa.
              O clima de insegurança mete medo.  

A ILHA QUER PAZ

             É preocupante, mas existem indícios de que criminosos de outras regiões da cidade como Maré e Duque de Caxias estariam praticando crimes na Ilha. O sinal veio de comerciantes alertando ao jornal que grupos de jovens estranhos e com atitudes suspeitas estão sendo vistos principalmente nas ruas da Ribeira e Zumbi. Por coincidência, recentemente alguns assaltos foram denunciados por vítimas daquelas regiões, situação que é preocupante para dois bairros que sempre foram tranquilos. 
            No Jardim Guanabara, esta semana um carro foi fechado por um veículo com bandidos e um motociclista, nas imediações da Rua Cambaúba e Marino da Costa. A motorista foi sequestrada, agredida e obrigada a sacar altos valores da conta bancária. Depois de ser ameaçada de morte e foi abandonada distante da Ilha. Fatos semelhantes a esse, de motoristas sendo seguidos por ruas da Ilha, estão se tornando mais frequentes e deixam os insulanos de cabelos em pé.
             Um morador, que tem absoluta razão, reclama da existência de grande quantidade de quebra-molas nas ruas da Ilha, alguns inúteis - porque não existe escola, hospital ou clínica de saúde perto - e favorecem a criminalidade no momento que o motorista se vê obrigado a diminuir a velocidade e fica vulnerável a ação, sempre rápida, dos criminosos, que contam com a distração dos motoristas.
             Por outro lado, continuam por todos os bairros da Ilha os assaltos praticados por motoqueiros pilotando motocicletas sem placas e roubando todos os pertences principalmente de mulheres que se sentem impotentes e desprotegidas. 
            A Ilha não é território de bandidos e espera ações contundentes da PM para acabar esses crimes. A Ilha quer paz.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

SEM A OPÇÃO DAS BARCAS, OS INSULANOS VÃO CONTINUAR SOFRENDO NOS CONGESTIONAMENTOS PARA SAIR DA ILHA

       Os congestionamentos na Estrada do Galeão
complicam a vida dos insulanos

              Nesta semana, dois acidentes, na pista de saída da Ilha, envolvendo motocicletas e carros, além de uma blitz, por causa de um assalto, causaram sérios transtornos na vida dos insulanos. O problema não é novo, e é improvável que deixe de acontecer outras vezes, pela lei das probabilidades, em uma via de intenso trânsito principalmente no fluxo de saída na parte da manhã, como é a Estrada do Galeão.
              Manter unidades de socorro, reboques e agentes de trânsito de plantão diariamente poderia diminuir o tempo que a população fica presa nos engarrafamentos por acidentes, mas não resolveria quando, por questões de segurança, a polícia realiza blitz. 
              A redução de veículos na Estrada do Galeão, nos horários de maior movimento, poderia ser viabilizada com a alternativa do uso das barcas se esse transporte fosse confiável e tivesse horários para verdadeiramente atender a demanda de milhares de pessoas encurraladas dentro da Ilha todas as manhãs e a multidão de trabalhadores que retorna à noite.
            Todavia, com o governo estadual quebrado e a concessionária responsável pelo transporte marítimo na Baía de Guanabara desinteressada em promover melhorias no sistema, inclusive, já tendo manifestado reiteradas vezes que quer abandonar o negócio, as chances da alternativa do uso de barcas para desafogar o trânsito na Ilha praticamente inexiste, o que é um grande absurdo.
             Enquanto políticas públicas sérias não desenvolverem nosso sistema de mobilidade urbana com o uso de embarcações, o insulano estará refém da fluidez do trânsito na Estrada do Galeão.

MATERNIDADE NO PAULINO WERNECK É UM JUSTO CLAMOR DOS INSULANOS


O Hospital Paulino Werneck pode voltar a ter maternidade

              O abraço programado ao Hospital Paulino Werneck é uma boa iniciativa da população que não perde a esperança e a vontade de lutar por uma maternidade na região. Insulanos de todas as gerações são a favor e é inexplicável terem fechado, há alguns anos, esse setor essencial que funcionou durante muitos anos, justamente no Werneck.
             Agora com uma nova gestão na prefeitura, cujo prefeito Marcelo Crivella colocou como meta cuidar das pessoas, é a oportunidade para a reivindicação dos moradores obterem êxito. A vereadora da Ilha, Tânia Bastos (PRB), também já demonstrou publicamente preocupação com o tema e trata o assunto como prioridade do seu mandato. 
            É inconcebível que mulheres grávidas tenham que sair da Ilha para o acompanhamento de rotina durante a gravidez, como também não é aceitável realizar o parto fora da Ilha, com todos os riscos que os habituais congestionamentos na Estrada do Galeão e a distância podem provocar em casos de partos urgentes.
             Manter a pressão popular é essencial para chamar a atenção das autoridades de saúde para solucionar essa questão tão relevante para todas as famílias
insulanas.
             Recentemente, o Hospital Loreto chegou a ser cogitado para ganhar uma maternidade municipal, mas a necessidade de obras importantes inviabilizou o projeto, para não prejudicar o atendimento de excelência que às crianças portadoras de labioleporino recebem naquela instituição.
             A ideia do abraço ao Paulino Werneck é um ato cívico que merece a participação da coletividade.