terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Polícia de Qualidade?

Edição 1400 - 23.12.2008

Prêmio Qualidade?

No último dia 18, o 17° BPM recebeu o Prêmio Qualidade Rio (PQRio 2008), na categoria bronze, conferido pelo Governo do Estado para “a melhoria da gestão e aprimoramento do serviço público”. Antes de dar os parabéns, gostaria de uma breve reflexão.

O crescimento da violência e a falta de ação como contrapartida do poder público faz-nos pensar: onde está essa excelência na qualidade que merece prêmio? Exemplo: a atuação livremente de menores na região dos bancos - que, inclusive, é objeto de reportagem desta edição - e o verdadeiro jogo de empurra para uma solução desse problema na Portuguesa, o da criança de rua; a verdadeira farra das Kombis e vans, ignorando qualquer regra de trânsito, enquanto a indústria da multa arrecada cada vez mais para os cofres públicos, punindo com rigor, às vezes, pequenos deslizes de outros motoristas, nos leva a refletir: onde está a polícia que mereceu o prêmio de qualidade?

No caso dos menores perturbando na Portuguesa, a Guarda Municipal exime-se da segurança, alegando que “sua função é comunitária”. E recomenda - o que soa como uma piada -, aos estabelecimentos lesados a procurarem a polícia! E as câmeras de segurança? Por que nunca acionam agentes para coibir os pequenos furtos? Por que não evitaram “saidinhas de bancos” desastrosas, como já aconteceram no local? Não seria mais transparente e justo com o dinheiro público patrulhar física e ostensivamente a região? Afinal, está na lei: segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. E, aliás, um direito muito bem pago, através dos impostos que, todos os anos, não esquecem de cobrar rigorosamente, sob pena de altas multas para quem atrasa.

Qualidade no atendimento não é só, por exemplo, sofisticação em carimbar protocolos. É estar presente, atuante, pró-ativo, mostrando ao contribuinte qual o fim do imposto que é pago. Qualidade, dizem os gestores, é uma “sucessão de sucessos”, isto é, manter-se reconhecido e bem-sucedido em suas atividades-fim pelo máximo de tempo possível.

Isso é o mínimo que se pode esperar de um órgão público que é pago para atuar e ir para a linha de frente, na defesa da vida da população, fato que, por si só, já mereceria todas as medalhas de reconhecimento e mérito.

joserichard@uol.com.br


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Papai Noel chega domingo, 21

Edição 1399 - 19.12.2008

Natal e Ano Novo

Com o Natal e o fim de ano chegando, é hora de fazermos um balanço sobre o que aconteceu ao longo de 2008. Especificamente o Natal, que simboliza o nascimento de Cristo, deveria ser encarado não como uma festa do consumo, mas também como um tempo de preparação de nós mesmos para uma vida melhor no ano que está por vir.

No geral, podemos dizer que 2008 foi um ano que nos deixou um bom legado: o Brasil foi às urnas, numa lição de democracia, em eleições limpas, transparentes e que, além de ser o início do traçado político das eleições gerais de 2010, são as que estão levando ao poder os governantes mais diretos - prefeitos e vereadores - que escolhemos para administrarem as nossas cidades.
No nosso caso específico, a eleição mostrou que o carioca quis uma mudança na forma de gestão do Rio: depois de oito anos consecutivos à frente do Palácio da Cidade, o prefeito César Maia cede a faixa e o cargo para Eduardo Paes, em quem o carioca depositou seu voto e sua confiança para estar à frente desta Cidade Maravilhosa pelos próximos quatro anos. Tudo isso, acontecendo de modo civilizado e limpo. Cabe-nos, agora, fiscalizar e cobrar dos futuros gestores e legisladores, uma postura ética e muito trabalho, pois a cidade está um tanto abandonada.
2008 também foi o ano da solidariedade. O carioca, como já falei em edições passadas, demonstrou total carinho e dedicação, ao se mobilizar, rapidamente e por conta própria, muitas vezes sem nenhuma interferência governamental, para arrecadar roupas, água, alimentos e produtos de higiene pessoal para as vítimas das enchentes de Santa Catarina e do norte do nosso Estado.
Essas duas rápidas datas - as eleições em outubro e a arrecadação em dezembro - que ocorreram ao longo dos 365 dias do ano mostra-nos que é nos pequenos detalhes que fica evidente o bom caráter do carioca e do povo brasileiro. Que este país ainda tem jeito. Só depende de nós.
joserichard@uol.com.br

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Papai Noel dia 21 na Portuguesa

Edição 1398 - 12.12.2008

Papai Noel chega dia 21 na Portuguesa

Neste Natal pretendemos realizar uma das maiores festas de chegada de Papai Noel na Ilha. E, desta vez, precisamos da colaboração e participação de todas as pessoas que desejarem colaborar na doação de brinquedos novos para meninos e meninas. Junto com o Grupo da Solidariedade, a Associação Atlética Portuguesa e o Ilha Plaza Shopping estamos organizando um mutirão para dar um presente para cada uma das mais de mil crianças que estão sendo esperadas no estádio da Portuguesa para assistir ao Show do Papai Noel.
Alguns comerciantes já doaram bicicletas que serão sorteadas durante as apresentações de grupos de danças, cantores, mágico e outras atrações fantásticas, como o salto dos campeões brasileiros de pára-quedismo. O Grupo da Solidariedade é quem está encarregado de receber as doações de brinquedos na sua sede localizado na Avenida Paranapuan, 1.669 – 3368-2274.
Os cupons para participar dos sorteios das bicicletas já estão sendo distribuídos gratuitamente em diversas lojas, na redação do Ilha Notícias e na sede da Associação Atlética Portuguesa. Os comerciantes que possam doar bicicletas para o sorteio e com isso promover a própria empresa, basta ligar (3393-5063) que a equipe do jornal vai ajudá-lo no transporte até a Portuguesa.
Enfim, está tudo sendo preparado com dedicação para dar às nossas crianças, principalmente aos mais pobres, um Natal inesquecível, como fazemos há quase três décadas. Meus agradecimentos ao Antônio Augusto, presidente da Portuguesa - clube que completa dia 17, 84 anos -, e à Fátima Vasconcelos, do Grupo Solidariedade.
joserichard@uol.com.br

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Beltrame quer instalar mais câmeras na Ilha

Edição 1397-05.12.2008


Solidariede nota 10

Sempre se falou muito na solidariedade do povo brasileiro. Com a catástrofe em Santa Catarina e em algumas cidades do estado do Rio de Janeiro, essa característica ficou bem mais evidente. Rapidamente, entidades e mutirões se mobilizaram para arrecadar alimentos, roupas, água e produtos de higiene pessoal para aqueles que perderam tudo num piscar de olhos. E, em igual ritmo, um batalhão de pessoas, principalmente das camadas mais baixas da sociedade, foi doando o que gente como eles muitas vezes estão necessitando.
O Ilha Notícias conforme já informei nesta coluna, aliou-se ao Grupo da Solidariedade que, como o próprio nome diz, tem uma importante preocupação social em suas ações, para receber doações. E o resultado foi extraordinário: centenas de pessoas trouxeram roupas, sapatos, alimentos não perecíveis e água, lotando a barraca instalada na Estrada do Galeão perto da sede do jornal.Outras manifestações humanitárias surgiram pelo bairro envolvendo líderes, instituições e empresários, numa prova definitiva que o povo insulano está atento e é solidário como a maioria dos brasileiros. Tal foi a mobilização em todo Brasil que a Defesa Civil de Santa Catarina já não tem mais local para estocar roupas e agasalhos e as novas doações estão sendo destinadas para algumas cidades do norte fluminense e Espírito santo que também sofreram com as enchentes.
Desejo agradecer aos moradores da Ilha do Governador que participaram com suas doações e ao Grupo da Solidariedade, comandado por Fátima Vasconcelos, cujas senhoras se mantiveram de plantão durante toda essa semana na barraca de arrecadação, que encerra as atividades nesta sexta, dia 5, com o sentimento do dever cumprido. Sem descansar, elas agora partem para ajudar na Festa de Chegada de Papai Noel que acontecerá no domingo, dia 21, às 15h no estádio da Associação Atlética Portuguesa.
É um orgulho muito grande participar de parcerias com gente séria e que ama o próximo. Muito obrigado a todos vocês.
joserichard@uol.com.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Doações para as Vítimas das Enchentes

Edição 1397 - 28.11.2008
A partir da próxima segunda feira, o Ilha Notícias, junto com o Grupo da Solidariedade, vai instalar uma barraca no calçadão da Estrada do Galeão, nas imediações da passarela perto do Casa Show, para receber doações de roupas, agasalhos e mantimentos que serão enviados às vítimas das enchentes em Santa Catarina. A logística para a remessa das doações será da Aeronáutica e de empresas aéreas que estão se colocando à disposição para fazer esse trabalho de amor ao próximo.

O lugar escolhido para o ponto de entrega das doações é o mais adequado, porque a calçada é larga e de fácil acesso para todos os moradores da Ilha do Governador, também é itinerário de todas as linhas de ônibus e vans que entram e saem do bairro.

Um grupo de senhoras do Solidariedade e funcionários do jornal também estarão prontos para buscar doações nas casas de pessoas que eventualmente tenham dificuldades para se deslocar até a barraca. O que não vai faltar é boa vontade dos voluntários e com certeza muitos moradores da Ilha vão participar desse movimento, como já aconteceu durante outras tragédias quando outros brasileiros estavam precisando de ajuda. Para integrar-se ao movimento ou obter maiores informações, ligue Solidariedade: 3368-2274 e Ilha Notícias 3393-5063.

joserichard@uol.com.br

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Beltrame fala de segurança dia 3, na Ilha

21.11.2008



Secretário Beltrame vem à Ilha dia 3, para discutir segurança


A cúpula responsável pela área de segurança pública no estado estará reunida, a convite dos empresários da Ilha do Governador, no próximo dia três de dezembro, durante o 11º Café da Manhã, promovido tradicionalmente pela Associação Comercial. O encontro será no auditório da Universidade Estácio de Sá e, além dos comerciantes, estarão presentes os principais líderes de associação de moradores que vão pedir mais segurança para suas comunidades.


Além do secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame está confirmada a presença do comandante geral da PM, Coronel Gilson Pita Lopes e do delegado Roberto Sá, encarregado do planejamento das ações policiais; além, naturalmente do delegado Jader Amaral, titular da 37ª e do comandante do 17º BPM, coronel Célio Pedrosa.


A nossa idéia durante a reunião é produzir um depoimento que alinhe os principais problemas do bairro – que já foi um dos mais tranqüilos da cidade – e apresentar sugestões que possam resgatar a segurança que os moradores mais antigos dizem já ter vivido no bairro. Um dos pontos mais vulneráveis do sistema de segurança da região é o reduzido número de policiais militares lotados no batalhão da Ilha, cujo contingente é hoje menos da metade do que era na época em que foi inaugurado, há mais de três décadas.


É fácil, portanto, diagnosticar os problemas. E a fórmula é explosiva: a população cresceu a bandidagem se multiplicou, e as forças de segurança encolheram. O resultado é o clima de insegurança em que vivemos. A solução não sabemos, mas vamos tentar ajudar nossas autoridades, que são sérias, a resolver.


Venha participar dessa discussão.


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Ilha vai ganhar cinco cinemas em 2009

Ilha vai ter cinco cinemas em 2009

Shopping começa a construir salas
para 1.100 espectadores no G3

A grande notícia que a população da Ilha do Governador esperava chegou antes do final do ano. O projeto para a implantação de cinco salas de cinema já está aprovado pela prefeitura, e agora a direção do Ilha Plaza Shopping analisa a proposta de um grande operador para começar as obras, ainda este ano. Segundo o superintendente do shopping, Luiz Vaz, as salas serão construídas no último andar do estacionamento, o G3. A capacidade de cada sala vai ser diferente, variando entre 200 e 300 espectadores, e o foyer de entrada no andar de baixo (L3), onde antes era a loja da Renner, terá cerca de 450 metros quadrados, com acesso aos cinemas por escadas rolantes.
O entusiasmo dos administradores do Ilha Plaza já contagiou os lojistas que acreditam numa fase de grande crescimento para o shopping. Afinal, a instalação dos cinemas vem ao encontro dos desejos da população insulana, cuja ausência de lazer e de cinemas é hoje uma das maiores reclamações.
- Os bons filmes vão atrair milhares de pessoas e isso, vai trazer mais rentabilidade aos negócios que funcionam no shopping – declarou entusiasmado José Richard, presidente da Associação Comercial da Ilha, que espera que novas lojas de marcas de prestigio se instalem no Ilha Plaza, evitando que os moradores tenham que sair da Ilha.
Salas amplas e modernas e filmes espetaculares vão transformar o shopping num grande pólo de lazer e negócios, atraindo gente inclusive dos bairros da Leopoldina que ficam bem próximos da Ilha. Depois que o Ilha Auto Cine e os dois cinemas do shopping fecharam, a população ficou sem muita diversão e entretetimento, por essa razão, quando a empresa BR Mals, que administra o shopping anunciou a construção dos novos cinemas muita gente ficou eufórica com a boa notícia.
Segundo a direção do Ilha Plaza foi necessário um novo projeto para que o complexo de salas de cinema fosse aprovado no G3. Era preciso que houvesse a autorização especial da Prefeitura, devido ao gabarito existente na legislação que prevê um determinado limite na altura dos prédios da Ilha. Tudo agora foi aprovado pela Infraero, Anac e Corpo de Bombeiros. Agora é mãos à obra!
Segundo a direção do Ilha Plaza, as cinco novas salas foram criadas no estilo stadium com dois cinemas grandes para estréias e outros três menores. Moderno e com excelente design, o hall contará, além da bilheteria, com lounge e bomboniere. Agora é só esperar o grande dia das estréias. Os insulanos vão voltar a curtir os grandes sucessos na telona, com muita pipoca.
- O projeto arquitetônico prevê uma estrutura em forma de caixa que será construído no terceiro piso de estacionamento - disse Luiz Vaz. – Os insulanos agora terão mais um motivo para não querer sair da Ilha, concluiu o superintendente.

Ilha vai ter trem

e Edição 1393 - 07.11.2008

Ilha terá trem no Jardim Guanabara

Confesso que ainda não entendi direito essa proposta de trazer duas estações de trens na a Ilha do Governador. Aliás, também não vi o projeto, que segundo as autoridades ainda terá seu traçado original alterado para desviar de algumas importantes reservas ambientais que estariam no caminho. O que sei, é que seriam aplicados cerca de 700 milhões de reais para a realização desta importante obra, valor que representa a construção de dez hospitais, igual ao que se pretende construir um dia na Ilha do Governador. É muito dinheiro, mas pelo acordo com a Supervia, é a empresa que vai investir, dos cofres públicos não sai nada. E isso é ótimo.
Imagino que a grandeza do investimento realmente tenha a prioridade em virtude da realização da Copa do Mundo em 2014, como já anunciou o vice governador Pezão. Decididamente o governo do estado quer preparar a cidade para o grande evento, que vai projetar o Rio de Janeiro para o mundo. Portanto, é importante que tudo esteja funcionando bem. E com essa linha de trens, ligando a Ilha do Governador a Bonsucesso e naturalmente o Centro, os eventuais engarrafamentos da estrada do Galeão, deixarão de trazer prejuízos aos visitantes que virão assistir aos jogos, e principalmente para todos nós, moradores da Ilha, que vez por outra lamentamos horas perdidas no trânsito, às vezes por uma simples blitz.
Através das declarações das autoridades, uma das estações será construída junto ao viaduto que vai para o aeroporto, dali os passageiros seriam transportados ao Tom Jobim por ônibus especiais, integrados ao sistema. A última estação da linha do trem, o governo diz que será no início do Jardim Guanabara. Imagino que poderá ser nas imediações da estrada do Galeão, onde a logística para servir aos moradores de outros bairros, também através de ônibus integrados, pode funcionar e trazer alívio para os milhares de pessoas que enfrentam os congestionamentos diários na Linha Vermelha e avenida Brasil.
É uma boa notícia. E provavelmente, na próxima edição, o Ilha Notícias já publicará as imagens do projeto com os elevados por onde circularão os trens, e o traçado com a localização das quatro estações.

domingo, 2 de novembro de 2008

União da Ilha do Governador

Edição 1392 - 31.10.2008


Fui cobrado por alguns leitores pelo apoio incontido que dei ao prefeito eleito, Eduardo Paes. Acredito que fiz bem, e democraticamente recebo as críticas, sem concordar com elas. Todas foram de pessoas que adoram o Gabeira e ficaram convencidas pelas suas excelentes apresentações na TV.
Nessa semana Paes junto com o governador Sérgio Cabral, já se mexeu bastante, e um dos compromissos foi com o presidente Lula em Brasília, onde ele arrancou a promessas de investimentos na cidade, principalmente para revitalizar a zona portuária. Acredito que como bons cariocas, a população que não votou em Eduardo Paes também torce pelo sucesso da gestão dele à frente da prefeitura. A cidade partida acabou, isso é coisa de eleição, agora é colocar o barco pra frente e exigir trabalho do novo prefeito, como faz um leitor na seção de Cartas deste jornal.
Não caíram bem nessa semana as declarações recorrentes do nosso governador Sérgio Cabral, que insiste em falar para a imprensa, de modo contundente, contra o nosso aeroporto. Na opinião de Cabral, o Tom Jobim é de quinta categoria e nada nele funciona. Imagino o quanto ficam tristes os milhares de trabalhadores que se esforçam para recuperar a imagem que o próprio governador prejudica e divulga para os turistas brasileiros e estrangeiros.
Que o aeroporto precisa de obras urgentes é verdade, e Cabral deveria arregaçar as mangas no lugar de fazer críticas públicas. Acho até, pela importância que o aeroporto tem para a cidade, que ele deveria mudar seu gabinete por alguns dias para as instalações do Galeão. Assim chamaria a atenção e valorizaria esse grande patrimônio nacional. Logo essas obras de recuperação iriam acontecer.
Afinal o Tom Jobim é a principal porta de entrada do Brasil.Aliás, segunda, às 15h a Infraero já assina uma ordem de serviço para novas obras no Terminal 2. Se o governar fizer pressão e oferecer parcerias certamente a recuperação do Tom Jobim pode ficar ainda mais rápida.
joserichard@uol.com.br

sábado, 25 de outubro de 2008

Eduardo Paes

Edição 1391 - 24.10.2008

Novos Tempos
A partir da segunda-feira, dia 27, já viveremos tempos de transição na prefeitura do Rio. É bom para a Ilha do Governador que o candidato Eduardo Paes vença essas eleições. Ele realmente conhece melhor o bairro e poderá fazer um melhor governo, pois já exerceu diversos cargos executivos ao longo da sua carreira política de sucesso. Paes sabe como funciona a máquina pública e conhece a grande responsabilidade que é administrar uma cidade que tem cerca de 200 mil funcionários e mais de seis milhões de habitantes. Não é um aventureiro!
Problemas é que não faltam para o novo prefeito resolver. Eduardo Paes garantiu que vai construir o novo hospital e priorizar o tema saúde, que também entendo ser o tema mais complicado para ele, e urgente para toda população que não agüenta mais sofrer nos corredores do Paulino Werneck.
A política não pára, e logo após a posse do novo prefeito, em janeiro, começam as articulações para 2010, quando acontecem novas eleições para presidente da república, governador, deputados estaduais e federais, além de dois senadores. Dizem os especialistas, que em política não existe vácuo, os espaços são imediatamente ocupados, razão pela qual é importante planejar também o futuro da nossa região que está muito abandonada.
Já anunciei aqui nesta coluna, e repito, pretendo ser candidato a deputado estadual daqui a dois anos, para voltar a representar a Ilha do Governador na Assembléia Legislativa e ocupar um novo espaço político, desta vez com mais experiência e muitas propostas que vão ajudar no desenvolvimento da região. Conheço os antigos e novos problemas da Ilha. Há 33 anos fundei o jornal Ilha Notícias, portanto, por força da profissão conheço todos os cantos da região e, mais do que ninguém, quero ajudar a construir uma nova Ilha.
joserichard@uol.com.br

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Tartaruga, Cágado ou Jabutí?




Sábado, dia 18, por volta do meio dia esse Jabutí passeva na calçada do lado par da Rua Hilarião da Rocha. Paulo Melo de 70 anos, morador da mesma rua, resolveu adotar o animal até que o Ibama apareça.

domingo, 19 de outubro de 2008

Terminal de Pesca na Ilha do Governador

Edição 1390 - 17.10.2008

Terminal de Pesca na Ilha

Sou a favor da instalação na Ilha do Governador do Terminal de Pesca que o governo federal pretende construir ao lado da fábrica de óleos lubrificantes e aditivos da Shell e da oficina reparadora de veículos Peça Oil, na Ribeira. A maioria que não gosta da idéia, - acredito sejam poucos -, ainda desconhecem detalhes do projeto, cuja finalidade é fazer da nossa região um centro de beneficiamento e de distribuição de parte do produto pescado nos mares da costa da cidade. Mesmo sabendo pouco, acredito que a novidade vai trazer mais oportunidades de emprego e crescimento dos negócios já instalados, além da criação de novas empresas paralelas às atividades de pesca.

Segundo informações de fontes ligadas ao mercado da pesca o movimento de distribuição das mercadorias é feito pela madrugada, fato que não prejudicaria o fluxo de veículos. Quanto aos dejetos orgânicos, se eventualmente despejados nas águas da baía, o prejuízo à fauna e flora seriam nulos.

Todavia, com a eminente construção do Terminal, acho que deveríamos enfrentar o fato com estratégias que beneficiem à comunidade, exigindo do governo a duplicação da estrada Rio Jequiá, cuja saturação com o trânsito de caminhões durante o dia é um problema para quem reside nas Pitangueiras, Ribeira e Zumbi. Outra idéia é transformar em um píer aberto ao público, a velha estação das barcas da Ribeira. O terreno, também da União, que antes era estacionamento para os veículos dos passageiros das barcas, e que hoje serve de canteiro de obras da Carioca Engenharia, poderia se transformar numa praia, como, aliás, é de direito dos moradores da Ribeira.

Imaginem a beleza da praça Iaiá Garcia com vista livre para o mar.Portanto, sou a favor do Terminal Pesqueiro, e vejo nisso uma oportunidade para barganhas junto ao governo federal, com muitas melhorias para o bairro.

joserichard@uol.com.br


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gabeira ultrapassa Paes no início do 2o Turno

Edição 1389 - 10.10.2008
O eleitor é muito complicado. Como é que milhares de pessoas votam e elegem um candidato que está preso. Tá certo que eleição não é vestibular para entrar para o céu, mas convenhamos, permitir que a casa que produz as leis da cidade tenha entre os seus membros gente que está atrás das grades, não dá para entender.
Logo, muitas dessas pessoas que ajudaram a eleger personagens das páginas policias, certamente estarão indignadas, porque o hospital não funciona e a escola municipal aprova todo mundo, basta estar matriculado. Por isso defendo e vou continuar defendendo, mesmo que sozinho, a necessidade de serem exigidos pré-requisitos sérios para uma pessoa ser candidato a qualquer cargo público. Além de ficha limpa na polícia o candidato deveria apresentar um certificado de curso especial de umas 200 horas, onde ele conheceria melhor as funções e aprenderia sobre as responsabilidades do cargo que pretende disputar.
Conheço muitos candidatos que fazem da eleição uma brincadeira, apenas para distrair-se ou tornar o nome mais conhecido, para depois encher a paciência do prefeito eleito, em busca de um carguinho na administração pública. É uma tática que muitos adoram, e assim eles se perpetuam como candidatos que acaba atrapalhando o processo eleitoral e o projeto de gente correta, que muitas vezes coloca a vida para tentar contribuir seriamente com o desenvolvimento da cidade e a melhor qualidade de vida para a população.
Entretanto, diante dos resultados dessas eleições, desconfio que muitos eleitores querem apenas uma boquinha e votam em candidatos, cuja reputação ou falta de liderança revelam que o pleito serve apenas para compor negócios, ou pior: criar ou manter esquemas de arrecadação financeira.
joserichard@uol.com.br

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Em quem votar?

INDEFINIÇÃO
Talvez essa campanha eleitoral seja um excelente laboratório para revelar aos moradores da Ilha do Governador o quanto eles atualmente estão abandonados por seus políticos locais. E também, o quanto as coisas precisam mudar para vivermos momentos como do início da década de 90, quando a Ilha tinha três políticos com mandato atuando pelas comunidades – José Moraes, Jorge Pereira e José Richard, que podiam até brigar entre si pela liderança na Ilha, mas trabalhavam.
Hoje não reconheço nenhuma manifestação forte, principalmente das comunidades, em torno de um candidato a vereador. Não há consenso, as lideranças estão apáticas e sem empolgação para realizar encontros com candidatos e se engajar na campanha de algum deles.
O bom amigo e vereador Jorge Pereira, que tenta a reeleição, já mora na Barra da Tijuca há alguns anos e na campanha passada, em 2004, já confessava falta de entusiasmo. Sua mulher, a deputada Graça Pereira, diz que não vai mais concorrer e que o marido concorre agora pela última vez. Com isso o poder regional fica esvaziado e vulnerável ao descaso de qualquer prefeito que for eleito.
Sem voz atuante no legislativo, o bairro fica ainda mais abandonado. É verdade que alguns novos nomes surgiram e outros insistem em simplesmente colocar o nome a cada eleição, com poucas chances. Acredito que o esforço dos candidatos será muito grande para conquistar um eleitorado descrente com os políticos, mas quem sabe ainda esteja aberto a ser contagiado pelo trabalho e a liderança de algum deles, fato que infelizmente no decorrer desses últimos anos não aconteceu.
Pra quem não tiver candidato, ofereço um bom nome: Sancler Mello. Quem votar nele vai ver que como vereador, ele vai fazer a diferença. E melhor, tem compromissos com a Ilha.
joserichard@uol.com.br

Sancler Mello, o Vereador

Edição 1387 -26.09.2008


Ainda não sei se a UPA 24h inaugurada pelo governador Sérgio Cabral vai resolver o problema da saúde na Ilha do Governador. Mas, com absoluta certeza é um passo à frente no atendimento público para a população da região que hoje chega quase aos 300 mil habitantes. Os aparelhos e equipamentos instalados na unidade são modernos e a equipe dos profissionais da saúde tem a gestão da Defesa Civil, instituição cuja equipe de militares reúne gente dos melhores quadros do Corpo de Bombeiros.
A expectativa da população é que tudo dê certo, e que a UPA possa melhorar significativamente o atendimento a toda população, principalmente aos mais humildes, que têm sofrido muito com as dificuldades do Hospital Paulino Werneck. Lá as perdas de vidas - por falta de equipamentos e equipe médica - são centenas a cada ano, e a falta de escrúpulos das autoridades municipais se pôde constatar com a falsa promessa de construir um novo hospital há cinco atrás, no terreno da estrada do Galeão.
Instalada em um prédio construído há apenas três semanas, a UPA não tem a sofisticação de uma unidade hospitalar, mas do jeito que está a saúde, o que importa para nós é que muitas vidas sejam salvas e as dores amenizadas.
Viva, portanto quem faz. Mesmo que eventuais críticas sejam verdadeiras, nada é tão importante do que tentar, e que nessa tentativa, pelo menos uma vida venha a ser salva. Gostei tanto do projeto que já pedi ao governador mais duas UPAs para a Ilha. Uma para cada cem mil habitantes.
joserichard@uol.com.br

sábado, 20 de setembro de 2008

Molon na Ilha do Governador

Ediçao 1386 - 19.9.2008

Expectativa de Desenvolvimento

A Ilha do Governador vive um momento de expectativas diante da possibilidade de tornar-se um importante pólo de desenvolvimento e mercado para novos empregos. No mínimo são três frentes: aeroporto Tom Jobim, estaleiro Eisa e o Terminal de Pesca. Esse conjunto de ações, curiosamente, serão todos realizadas através de recursos do governo federal.

O aeroporto vai começar em poucos meses as obras de modernização e reforma da infra-estrutura, cuja falta de recursos para a manutenção deixaram precárias todas instalações e muita coisa não funciona do Tom Jobim. O governador Sérgio Cabral tem razão em afirmar que o cartão de visitas do Rio de Janeiro está muito feio. A solução que Cabral propõe de privatização é duvidosa, mas o principal é que já foi batido o martelo e as obras que vão consumir mais de 50 milhões, começam até março.

No estaleiro da Ilha, o contingente com cerca de 3 mil trabalhadores terá que ser ampliado diante das novas encomendas que se multiplicaram com a descoberta de jazidas de petróleo e gás em alto mar. Essa boa maré para o setor, segundo os especialista vai até 2015, tempo que pode gerar muita riqueza e mais habitantes para a região.

Quanto ao Terminal de Pesca que o governo federal pretende instalar no imenso terreno ao lado da Shell, na Ribeira, a expectativa não é de gigantescas obras de engenharia, mas de grande quantidade de novos empregos, tanto para pescadores, como para técnicos especializados na preparação dos pescados para refrigeração e outras dezenas de atividades paralelas na indústria pesqueira. As atividades de apoio como restaurantes, lanchonetes e tantos outros, entre os quais estaleiros de médio e pequeno porte que poderão ter uma novo mercado diante do fluxo de embarcações.

O futuro passa por essas três frentes de trabalho, e tudo isso vai trazer muito desenvolvimento para a Ilha do Governador.

São os bons ventos a nosso favor.

joserichard@uol.com.br

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Hospital na Ilha do Governador

Hospital e outras prioridades

Nesta primeira etapa da campanha eleitoral, pelo menos dois candidatos à prefeitura do Rio, que vieram fazer campanha na região, dizem que a saúde da população é prioridade para eles, o que é muito bom. Ninguém suporta mais as dificuldades que doentes e pessoas acidentadas encontram no antigo Hospital Paulino Werneck.
Jandira Feghali diz que, se eleita, vai reformar as atuais instalações, cuja existência já ultrapassou os 70 anos de fundação. A idéia da médica candidata parece ineficaz porque o projeto do hospital é antigo e o terreno é pequeno para novas ampliações. Tantas já foram as reformas no velho hospital que ele está todo remendado, e seu desenho arquitetônico dificulta os atendimentos tanto para médicos, como para pacientes. Os modernos hospitais de emergência estão sendo construídos com acessos que dêem velocidade para o atendimento aos pacientes em estado grave, coisa que o Paulino não tem, e que nenhuma obra no local vai resolver esse problema que é estrutural.
Já Eduardo Paes disse que se eleito, vai construir urgente um novo hospital municipal de emergência num local diferente daquele terreno comprado por Cesar Maia, na Portuguesa. Ele entende que o local é nobre para o comércio e muito barulhento para um hospital. Quem sabe se eleito, Paes resolva construir no local um moderno centro comercial com pequenas lojas e postos de serviços de utilidade pública para os cidadãos. Com certeza, idéias não faltarão para aproveitar o terreno que há mais de cinco anos está abandonado e hoje serve para proliferação de ratos e baratas, para desespero dos moradores do condomínio ao lado.
O terreno da Estação Rádio da Marinha no final da Estrada do Galeão, em frente à comunidade de N.Sra. das Graças, onde hoje tem três campos de futebol é uma das opções para a prefeitura construir um grande hospital horizontal com heliponto, e tendo ao lado a tranqüilidade da mata atlântica e o Manguezal do Jequiá.
joserichard@uol.com.br

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Blitzens

Edição 1370 - 30.05.2008

Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre as declarações do perito contratado pela
defesa dos supostos assassinos da menina Isabela)


PM é a culpada
dos congestionamentos na Ilha

Algumas vezes é muito difícil entender a estratégia da Policia Militar para melhorar a segurança na região. Alguns dias atrás o comandante do 17º BPM, Tenente Coronel Célio Pedrosa, em entrevista ao Ilha Notícias, disse que adotaria blitzens por toda a Ilha como fórmula para diminuir os assaltos. Muita gente comentou sobre o assunto e a maioria concordou com o propósito do comandante. Particularmente também acredito que fazer blitzens constante em lugares incertos pegaria de surpresa muitos bandidos, além de muitas motos que circulam com gente suspeita.
Porém, para surpresa geral, só o mais fácil - mas de maior visibilidade – e de menor resultado está sendo realizado. Há duas semanas tem blitz na saída da Ilha sempre no final da tarde com duração de aproximadamente três horas, fato que congestiona por mais de quatro quilômetros a Estrada do Galeão, prejudicando trabalhadores cansados que querem chegar logo em casa, estudantes que freqüentam escolas fora da Ilha e tantas outras pessoas, como aqueles que estão no centro da cidade à espera do ônibus para retornar à Ilha. Ou seja, a estratégia da PM consegue atrapalhar a vida de todos e o resultado contra a criminalidade deve ser zero, pois até agora a PM não divulgou nenhuma estatística.
Na última terça, dia 27, às 19h, só consegui sair da Ilha depois de uma hora, e após buscar alternativas na Tubiacanga-Canárias e pista que saída do Aeroporto. Além do tempo perdido, percebi que passageiros que chegavam ao Brasil demoravam muito para acessar a Linha Vermelha, diante do grande congestionamento na Avenida 20 de Janeiro.
Até chegar a Base Aérea, onde fica a blitz, qualquer bandido tem muitas alternativas para escapar ou simplesmente esperar que a operação termine. Esta coluna, que já elogiou diversas vezes o excelente trabalho do Coronel Célio, espera como tantos leitores, por blitzens em diversos pontos da Ilha como foi anunciado. A unanimidade pede o fim desta ação ineficaz contra criminosos. Os prejuízos que a PM está causando à população são muito grandes.
joserichard@uol.com.br

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Terreno do Hospital está abandonado

Jequiá rumo ao Brasileiro de Judô

Os Judocas do Jequiá Iate Clube já ganharam vários campeonatos regionais, e muitos dos seus atletas integram a seleção carioca de judô que se prepara para o Campeonato Brasileiro.
Treinador do Jequiá há 16 anos, Mauro Ramos, também é técnico da seleção carioca de Judô. Ele conta que um lutador do clube e da seleção carioca, já está a um passo de compor a Seleção Brasileira. A qualidade e o excelente nível dos atletas cariocas os deixam muito perto da seleção e outros devem fazer parte da canarinho.
Os atletas do Jequiá pegam pesado para manter o ritmo de treino e conciliar com os estudos. Mas eles fazem questão do bom exemplo e mostram que é possível praticar um esporte sem esquecer da educação. Entre os atletas que disputarão campeonatos importantes nos próximos meses, destacam-se os irmãos Renan e Breno Bartholo. Renan de 16 anos é o mais velho dos irmãos, ele é da categoria juvenil – ligeiro - para atletas de até 55Kg. O jovem é faixa preta e defende o Jequiá há 12 anos, colecionando títulos como: tri-campeão estadual, bi-campeão do JEB’s (Jogos Estaduais Brasileiros) e 3º colocado no brasileiro do ano passado. Este ano, Renan já conseguiu vaga antecipada para disputar o Campeonato Brasileiro.
Já Breno Bartholo, de 12 anos, disputa a categoria infanto-juvenil para atletas de até 34Kg. Ele é faixa verde e segue os passos de seu irmão, destacando-se entre os atletas de sua categoria. Breno está no Jequiá há três anos e também já ganhou muitos títulos, como o Pan-americano, Brasileiro Regional e o Campeonato Carioca por quatro vezes. O atleta vai disputar neste fim de semana, no Jequiá, uma vaga para o brasileiro em sua categoria, que será realizado em setembro na cidade de Recife. Segundo o orgulhoso pai dos meninos Person Silva, Breno já disputou inúmeras lutas oficiais, só perdeu duas e as que venceu foram todas por ippon.
Os dois jovens atletas de judô do Jequiá, com as suas vitórias, projetam o nome do Jequiá e são modelo para a garotada. Os que mais impressiona, não é só a dedicação destes meninos com o esporte, mas também o compromisso com os estudos. Renan Bartholo, por exemplo, é o quarto melhor aluno de seu curso pré-vestibular, e com apenas 16 anos vai prestar vestibular para economia na UERJ.
O treinador Mauro Ramos resume com uma frase de efeito: “Temos a preocupação em formar atletas cidadãos, que acima de tudo conciliem a prática esportiva com os estudos”.

sábado, 17 de maio de 2008

Em alta: Grafiteiros & Pier do Galeão

Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre o antigo cais de atracação dos Galeões Imperiais,
localizado na entrada da Ilha do Governador)
Edição 1368 - 16.05.2008

Finalmente uma atitude de coragem contra o crime da pichação cujos irresponsáveis são na maioria jovens que não tem nenhum respeito à propriedade alheia.
A novidade está sendo executada no edifício CEAN, localizado na Estrada do Galeão, 2.751. Na parte de cima, ao redor do edifício, foram colocados arame farpado eletrificado, para evitar as pichações, e em sua base e lateral há trabalho de grafiteiros.
Quem teve a idéia polêmica dessa revitalização foi a gestora do condomínio, a advogada Rose Padilha: ”Nós fizemos a reforma para trazer alegria ao lugar, que tem uma grande poluição visual, e dar uma boa impressão a quem passa pela rua. Optamos pela cerca elétrica no alto não só para dar segurança, como para tentar afastar os pichadores. Não sou muito favorável a essa medida, o melhor seria que todos respeitassem o patrimônio dos outros”.
Os grafiteiros contratados para fazer a lateral do prédio, que forma um beco com outro edifício e fundos para a Rua República Árabe da Síria, são os moradores do Tijolinhos, Allyson Gonçalo de 17 anos e Felipe Anselmo de 14, que trabalham com grafitagem há dois anos. E assinam os grafites como Mipe e Log respectivamente.
- Essa foi uma boa oportunidade para mostrar o nosso trabalho. A síndica contratou a gente para incentivar o grafitagem que é a melhor opção para quem quer mostrar sua arte nas ruas. Eu acho que a pichação é um desrespeito e um vandalismo - diz Allyson.Nas ruas as pessoas olham admiradas para o prédio, que chama atenção de longe.
- Ficou muito bonito o que eles fizeram com o edifício. O melhor foi a revitalização do beco que era feio e escuro e agora está bem diferente. Espero que isso dure e que os outros prédios façam o mesmo para deixar o lugar com cara de Zona Sul”, comenta Glória Macedo, moradora da Portuguesa.
Viva Mipe e Log!!!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

ONG da Solidariedade & Pier do Galeão

A garça espera o peixe.
O Pier do Galeão, antigo atracadouro dos galeões que
transportavam visitantes e moradores para a
Ilha do Governador é hoje local aprazível para pescadores.

Senhoras da ONG grupo da Solidariedade que presta serviço
humanitário para centenas de pessoas pobres.



quinta-feira, 15 de maio de 2008

Passarelas abandonadas

Hipermercado Extra adota passarelas
mas não faz manutenção há anos


As duas passarelas na Estrada do Galeão, localizadas respectivamente, em frente ao Hipermercado Extra e próxima ao Casa Show, apresentam problemas causados pelo tempo e pela falta de manutenção.

A obrigação de manter as passarelas limpas, iluminadas e com segurança é do Hipermercado Extra que se beneficia com a exibição de quatro anúncios institucionais colocados nas próprias passarelas. Além da falta de iluminação e sujeira, as passarelas estão pichadas e enferrujadas em diversos lugares. Marluci Fernandes, moradora das Pitangueiras, acha que as estruturas ainda não estão comprometidas, mas lamenta que as passarelas estejam muito sujas: “Isso cria má impressão para a Ilha,” diz.

Para a moradora do Cacuia, Raimunda Alves, a insegurança nas travessias é que mais incomoda. Ninguém protege quem anda nelas, seja de dia ou de noite:

- A passarela é longa e atravessá-la quando escurece é um risco muito grande, pois as lâmpadas estão queimadas e as vezes tem gente mal encarada e suspeita observando quem passa – diz Raimundo que não esconde o medo.

Outros moradores e até mesmo clientes do Hipermercado Extra criticam o estado das passarelas e, chegam ao ponto de aprovarem o risco daquelas pessoas que atravessam a Estrada do Galeão por baixo dos equipamentos, correndo o risco de atropelamento.

Indagado sobre o abandono das passarelas que adotou, o Hipermercado Extra, através da sua Assessoria, enviou nota ao jornal informando que: “O Hipermercado Extra está tomando as devidas providências quanto a manutenção das passarelas”. É o que a população espera. Afinal, essa adoção até agora só ajudou a divulgar a empresa. Atualmente a comunidade é a grande prejudicada.

sábado, 3 de maio de 2008

José Richard - Associação Atlética Portuguesa











Aniversário de JR na Associação Atlética Portuguesa - 26.04.2008

Ronaldo Fenômeno

Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre o envolvimento do Fenômeno com Travestis)
Edição 1366 - 02.05.2007

Edição 1365 - 25.04.2008

Vamos salvar as árvores!

Desde o final do ano passado o jornal Ilha Notícias vem publicando matérias sobre a dificuldade da prefeitura em executar em toda Ilha, a poda de árvores. Centenas de leitores enviaram mensagens indignadas, reclamando de problemas com a rede elétrica em frente as suas casas por causa dos galhos das árvores, que há anos não eram podadas, e outros reclamavam com razão, que a copa das árvores além do tamanho normal, tornavam as ruas e praças mal iluminadas.Nos temporais, os ventos fortes arrancaram dezenas de árvores que também pela falta de poda, foram facilmente derrubadas causando sérios prejuízos em diversas casas e destruindo muitos veículos.
A inércia da Fundação Parques e Jardins nos últimos seis meses fez com que a responsabilidade das podas fossem transferida para a Comlurb, e parece que o serviço começa a melhorar. Todavia, o descaso que reinou durante algum tempo criou uma nova atividade informal: o de podador de árvores. O serviço pode ser contratado em qualquer esquina por preços bem em conta. O trabalho que essas pessoas executam por trocados, é assustador. Sem nenhuma técnica acabam destruindo espécies de árvores que se revigorariam com uma poda bem feita e acabam se transformando em troncos que se conseguirem resistir vão demorara muitos anos para oferecer novamente uma boa sombra.
Foi o descompasso da prefeitura, cuja demora para encontrar uma solução, abriu espaço para verdadeiro “desmatamento” irracional que acontece em alguns lugares da Ilha.
Cabe a todos nós preservar nossas árvores, pois elas não são as culpadas, pelo contrário serão sempre nossas aliadas silenciosas, como é a própria natureza.
Vamos poupá-las.
joserichard@uol.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Armadilha para dengue

É animador constatar que alunos do ensino fundamental estejam motivados a entrar na luta contra o mosquito da dengue. Agora com a participação efetiva da garotada, os dias desta epidemia, com certeza, estão contados.
Estão de parabéns a direção e professores do Colégio Lemos Cunha, cujo conceito na Ilha sempre foi excelente e agora tem uma iniciativa educativa na área da saúde muito criativa. A matéria que o Ilha Notícias publica na página 3 ensina qualquer cidadão a fabricar uma armadilha caseira infalível e sem custo contra o aedes aegipty. Cabe aos adultos incentivarem seus filhos a construírem armadilhas semelhantes e se livrarem da dengue. Se você tiver alguma dúvida como fazer, procure os alunos ou a direção do Lemos Cunha para aprender.
Algumas semanas atrás publicamos nesta coluna que uma colher de vinagre, colocada nos pequenos recipientes suspeitos de serem focos do mosquito da dengue, matam as larvas imediatamente. Esse procedimento é adequado para combater a dengue depois das chuvas, quando a água limpa fica acumulada em diversos lugares dos terrenos de residências, empresas, escolas e outros locais.
Enfim estamos todos na luta, e esta guerra nós precisamos vencer logo, de modo a evitar mais sofrimento para nossas famílias.

Fotos e Fatos da Semana

Professora ensina alunos do Colégio Lemos Cunha
a fabricar armadilha contra mosquito da dengue

Missa na GRES União da Ilha, dia 23 de abril,
homenageou o padroeiro São Jorge





Rua na Praia da Bandeira vai desabar.
Recuperar agora seria mais rápido e barato.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dengue

Gari atropelado na Estrada do Galeão - 19.04.2008
Edição 1364 - 18.04.2008





Ilustração de Maurício Rocha

(Sobre a remoção de carros abandonados que seriam prováveis focos da dengue)

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Militares combatem a dengue nas favelas

O Desembargador Murta Ribeiro, Presidente do Tribunal de
Justiça - RJ, durante a reunião do Rotary Clube RJ
Ilha do Governador em 08.04.208.

Dia 12.04.2008 - Contra-mão na Estrada do Galeão???


Leila e Dr. Ney na manhã do dia 13 de abril,
durante a votação que elegeu Ney,
presidente da União da Ilha.

Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre a disputa da presidncia da União da Ilha entre
Leila Taufie e Dr. Ney Filardi)

Edição 1363 - 11.04.2008


Ilustração de Maurício Rocha
(Sobre o descaso do prefeito Cesar Maia com a epidemia de dengue)

Edição 1362 - 04.04.2008

Calamidade
Há muito tempo houve o alerta sobre a possibilidade da epidemia do dengue na cidade, mas as pessoas se limitaram a esperar providências das autoridades, sendo que nada foi feito por estas. O povo está atordoado e chora pelos familiares atingidos, os políticos oportunistas fazem promessas impossíveis às custas do sofrimento alheio e a área de saúde pública é inoperante. Odimir Albuquerque, Bancários, por carta.

Extra
Estou indignada com o despreparo dos funcionários do hipermercado Extra, da Estrada do Galeão. Ao fazer compras no local dia 8, minha carteira foi furtada de dentro da minha bolsa. O gerente disse que nada poderia fazer, pediu para que eu desse queixa na delegacia e não autorizou que eu fizesse reclamação por escrito à administração do Hipermercado, praticamente me enxotando de lá. Michelle Lima, Portuguesa, por e-mail.
Mau cheiro
Moro na Praia da Rosa ao lado do Estaleiro da Ilha, tem dias que o cheiro ruim é tão forte que nenhum morador se arrisca a abrir as janelas de casa. As autoridades deveriam procurar saber de onde vem esse odor insuportável, que é semelhante a camarão podre. Lucia Ronis, Praia da Rosa.
Indignação
Fiquei indignada com o caso do motorista Luis Felipe, que tampou o buraco da Estrada das Canárias, onde este furou o pneu. Como pode um cidadão que paga impostos, ainda ter que fazer o serviço de órgãos públicos? Espero que a Prefeitura fique envergonhada com esse tipo de atitude. Murilo Enriques, Jardim Guanabara, por e-mail.
Corredor
O corredor esportivo está cheio de entulho, lama e as quadras estão totalmente danificadas. Alguém precisa fazer algo para ajudar esse lugar que já foi tão bonito. Maria José, Moneró.CampoO campo ao lado do restaurante Brazuca, no Village, está totalmente abandonado em relação à prevenção do dengue. A administração da Associação de Moradores não recolhe o lixo do local, jogados por pessoas que fazem aulas de educação física e campeonatos. Carla Costa, Village, por e-mail.
Tenda
Devido aos casos de dengue na Ilha, os hospitais de emergência, inclusive os particulares, estão superlotados. Os postos de saúde não têm estrutura para atender os casos mais graves que necessitam de hidratação intra-venosa. Precisamos urgente de uma tenda de hidratação. Adriana Velasco, Zumbi, por e-mail.
Buraco
O buraco da minha rua que denunciei na semana passada, na Rua Gregório de Castro Moraes foi fechado. Contudo, fizeram um serviço mal feito, onde aterraram tudo com areia e pedras. Foi só chover que transformou o lamaçal em buraqueira. Natália de Macedo, Jardim Guanabara, por e-mail.
Ilha Plaza
O Ilha Plaza está melhorando, antes que era tudo deserto, sem nenhuma loja ou restaurante, está dando lugar a novidades interessantes. Vou começar a freqüentá-lo novamente e espero que este não pare de crescer. Nós moradores precisamos de alguma coisa de qualidade por aqui. Marcella Nunes, Ribeira, por e-mail.