quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gabeira ultrapassa Paes no início do 2o Turno

Edição 1389 - 10.10.2008
O eleitor é muito complicado. Como é que milhares de pessoas votam e elegem um candidato que está preso. Tá certo que eleição não é vestibular para entrar para o céu, mas convenhamos, permitir que a casa que produz as leis da cidade tenha entre os seus membros gente que está atrás das grades, não dá para entender.
Logo, muitas dessas pessoas que ajudaram a eleger personagens das páginas policias, certamente estarão indignadas, porque o hospital não funciona e a escola municipal aprova todo mundo, basta estar matriculado. Por isso defendo e vou continuar defendendo, mesmo que sozinho, a necessidade de serem exigidos pré-requisitos sérios para uma pessoa ser candidato a qualquer cargo público. Além de ficha limpa na polícia o candidato deveria apresentar um certificado de curso especial de umas 200 horas, onde ele conheceria melhor as funções e aprenderia sobre as responsabilidades do cargo que pretende disputar.
Conheço muitos candidatos que fazem da eleição uma brincadeira, apenas para distrair-se ou tornar o nome mais conhecido, para depois encher a paciência do prefeito eleito, em busca de um carguinho na administração pública. É uma tática que muitos adoram, e assim eles se perpetuam como candidatos que acaba atrapalhando o processo eleitoral e o projeto de gente correta, que muitas vezes coloca a vida para tentar contribuir seriamente com o desenvolvimento da cidade e a melhor qualidade de vida para a população.
Entretanto, diante dos resultados dessas eleições, desconfio que muitos eleitores querem apenas uma boquinha e votam em candidatos, cuja reputação ou falta de liderança revelam que o pleito serve apenas para compor negócios, ou pior: criar ou manter esquemas de arrecadação financeira.
joserichard@uol.com.br