sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mijões

É carnaval e não posso deixar de falar dos mijões que de modo desrespeitoso, principalmente durante o reinado de Momo, agridem com sua atitude inapropriada nossas mães, irmãs, filhas, namoradas e esposas (enfim todas as mulheres). A campanha contra esses bobalhões é a mesma que deveria ser feita contra motoristas que param nas estradas e se posicionam de modo bem visível para envergonhar as mulheres e constranger os homens.
Qualquer garoto que está acompanhado com alguém do sexo feminino se sente ofendido quando, inesperadamente, encontra um desses porcalhões. A boa notícia é que o fato finalmente encontrou o apoio da mídia e a população começa a reagir com irritação contra eles. A prefeitura promete multiplicar a instalação de banheiros químicos perto das festividades de carnaval por toda cidade, para resolver o problema de quem não mora nas imediações ou não encontrou um bar, restaurante, casa de amigo ou outro local adequado. Se não dá pra segurar, pense nas pessoas que moram junto as calçadas e sofrem com o mau cheiro nojento da urina nas suas calçadas.
Eu apoio a campanha contra os mijões. Eles precisam ser presos (como já começou a acontecer) e obrigados a assistir aulas educativas de respeito ao próximo e higiene, pois as mesmas mãos sujas eles usam para comer. Imagino que a maioria das mulheres tenham pudor de serem acariciadas por essas mãos.
A maioria dos animais irracionais não agem como esses seres humanos de atitudes medievais. Acho que a campanha contra eles já vai inibir muitos neste carnaval que poderiam achar a atitude uma auto afirmação. Creio, no entanto, que a novas gerações vão dar o exemplo aos velhos mijões (que são os piores).

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Assassinos do Boogie Woogie


Polícia procura os assassinos de
jovem morto no Boogie Woogie

Policiais da 37ª DP identificaram como Michel Alexander Pinto e Gabriel Alves da Silva, ambos de 23 anos, a dupla que assassinou Bruno Santana de Moraes, de 20 anos, morador do Booguie Wooguie, dia 4 de janeiro deste ano. Segundo a polícia, os acusados também eram moradores da comunidade e se envolveram com traficantes do Parque União, Avenida Brasil, local onde eles se esconderam após deixarem a comunidade de origem.
Michel e Gabriel já estavam sendo investigados por roubo de veículos praticados na Ilha, quando retornaram à comunidade e executaram Bruno Santana. Policias relatam ainda que, no dia do crime, a vítima estava em uma das ruas do Booguie Wooguie, com um grupo de amigos, quando os assassinos chegaram de automóvel, armados com pistolas e renderam todos. Ao apontar a arma para Bruno, os assassinos falaram: “eu não disse que ia te pegar”. Neste instante, ele e os amigos correram, mas a vítima foi alcançada e morta com 14 tiros.
Segundo informações da polícia, Bruno já teria envolvimento com atividades criminosas e, ultimamente, assim como os acusados, estaria integrando uma facção rival. Ainda de acordo com a 37ª DP, Michel e Gabriel estão com a prisão decretada, com base em depoimentos de testemunhas e Michel, teria em sua ficha criminal anotações por tráfico de drogas e roubos. A dupla está foragida.
O inspetor da 37ª DP, Marcelo Rosa, pede a contribuição dos insula-nos para que denunciem o paradeiro dos marginais, bem como suas vítimas se dirijam à delegacia para prestarem queixa e fazerem o reconhecimento dos assaltantes.
Dados do Comando do 17º BPM mostram que em dezembro de 2009, foram registradas 36 ocorrências de assalto à carro (25 roubos e 11 furtos de veículos). Somente em janeiro 23 carros somam às estatísticas.
twitter.com/joserichard

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Julio Cesar lateral do Flu


Julio Cesar, lateral do Fluminense, tem saudades da infância na Ilha

O craque está de volta às origens. Ex-morador da Ilha do Governador, o lateral-esquerdo do Fluminense, Julio Cesar, de 27 anos, vive momentos de grandes recordações e reencontros ao treinar com o tricolor, no campo da Portuguesa. Devido à reforma do gramado do estádio das Laranjeiras, o tricolor utiliza, provisoriamente, as dependências do clube desde o dia 18 de janeiro, e deverá ficar até março. Enquanto isso, Julio Cesar tem a chance de rever com mais frequência a família, os amigos e pisar no campo onde sua carreira começou.
- Agora, todo dia treinando na Portuguesa, posso matar a saudade da família, amigos e do bairro. Às vezes vou à casa do meu pai antes do treino. Quando não, visito depois que saio da Portuguesa. Estou muito feliz em treinar aqui, porque tenho muitos amigos – disse Júlio Cesar.
Vivendo uma boa fase na carreira, o jogador mostra que mais do que o gosto pelas quatro linhas, o exemplo que teve do pai foi fundamental. O jovem é filho do ex-atacante Cesar Coelho de Moraes, que jogou pelo Goiás, Vasco, Palmeiras e Seleção Brasileira, em 1981. A dedicação se refletiu no resultado em campo: Julio Cesar foi escolhido o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão 2009, pelo Goiás, clube que defendeu até dezembro do ano passado. O atleta também integrou times, como: Bangu, América do Rio Grande do Norte, Flamengo, Marília, Cruzeiro, Náutico, Goiás e, desde o início deste ano, integra o elenco do Tricolor. Entre os títulos, o jogador coleciona: a Taça Guanabara e os Campeonatos Carioca, Mineiro e Goiano.
Torcedor da União da Ilha, Julio Cesar tem uma história de amor com o bairro. O jogador morou nas “Casinhas”, Portuguesa, até os 24 anos. Antes ele viveu em São Paulo com a mãe, Silvia Boggian, até os 14 anos, quando veio morar com o pai, na Ilha, para investir na carreira futebolística. Na época, a vontade de se tornar um jogador de futebol já era evidente. Para ele, o Rio de Janeiro era sinônimo de oportunidades, o que mais tarde se confirmaria com o ingresso de Julio nos campos da Portuguesa, nas categorias de base.
– Sempre gostei de jogar futebol. Vi meu pai jogar e acompanhei a trajetória dele. A experiência na Portuguesa foi legal, tenho muito carinho pelo clube, pelo presidente Antônio Augusto e pelas pessoas. Foi a base de tudo. Eu treinava de manhã e estudava de tarde. Joguei nas categorias Infantil e Juvenil – conta o jogador que estudou nos Colégios London e Brigadeiro Eduardo Gomes.
A Ilha sempre foi o sonho de Julio Cesar. Ele relembra que quando era criança, e ainda morava em São Paulo, ficava ansioso para chegar o período de férias e vir para casa do pai, onde aproveitava os momentos de lazer com os amigos. A brincadeira predileta era jogar bola nas pracinhas da Portuguesa. O lateral-esquerdo conta que quando as férias acabavam ele não queria voltar para São Paulo e sim ficar na Ilha, na companhia dos amigos.
– A Ilha é tudo pra mim. Foi aqui que passei toda a minha infância. Tenho muitos amigos e guardo grandes saudades do bairro. Vivenciei momentos maravilhosos. Sempre que tenho folga eu venho pra cá visitar minha família e amigos. Em São Paulo é mais difícil fazer amizades, o pessoal é mais voltado para o trabalho – diz o jogador saudosista.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O povo não merece!

Está muito difícil
É indiscutível a grandeza da Ilha do Governador no cenário da cidade do Rio de Janeiro. Com cerca de 350 mil habitantes, tem vida própria e produz riquezas e impostos que ajudam o progresso do Estado e do Município.
Não acredito que a situação de abandono das comunidades e a lastimável conservação das ruas e praças sejam da vontade do prefeito ou do governador.
Mas a verdade é que tanto os moradores das comunidades carentes, quanto quem mora nos bairros de classe média, estão reclamando. O Morro do Dendê com cerca de 30 mil habitantes e o Complexo dos Bancários com outros 15 mil habitantes não tem um único posto do PSF (Programa de Saúde da Família), que conta com recursos disponíveis do Governo Federal. É uma vergonha!
De outro lado as ruas do Jardim Guanabara estão totalmente esburacadas e os eventuais remendos no asfalto se esfarelam na primeira chuva. O prejuízo dos motoristas com o sistema de amortecedores pesa no bolso, sobretudo, nesse início de ano quando o pagamento em dia do IPVA é exigido, sob pena do veículo ser rebocado para os depósitos do Detran. Além das pesadas multas.
Continua portanto o mesmo enredo: para a população (eleitores) o rigor da lei. Mas para os governos e “autoridades”, a injusta e a prepotência do poder. Espero que tanto o prefeito como o governador (que reconheço como homens de bons propósitos e competentes), sejam mais rigorosos com seus subordinados que estão transformando parte da cidade em locais de péssima qualidade de vida.
Solução existe, mas falta atitude. O povo padece e não merece!
www.twitter.com/joserichard