quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mais escolas na Ilha, já!



Um problema grave de interesse público persiste na Ilha há muitos anos sem solução. É incrível, mas faltam escolas públicas de segundo grau para atender a demanda de milhares de jovens que completam o ensino fundamental na região. Muitos estudantes da Ilha são obrigados a frequentar escolas fora do bairro exatamente porque as duas que existem na região não têm vagas suficientes. É impressionante, mas nenhum governo até agora conseguiu cumprir o direito constitucional do cidadão e obrigação do poder público de oferecer escolas suficientes para abrigar alunos, pobres ou ricos, em todos os níveis de ensino.

Na Ilha também é necessária a construção de uma escola técnica, para preparar especialistas em profissões de nível intermediário. O mercado de emprego anda em busca de gente preparada para atender o crescimento industrial do estado e encontra muitas dificuldades para contratar técnicos com boa formação. A transferência do tradicional Colégio Óperon para escola da rede pública estadual, planejada há dois anos, se arrasta pelos corredores da burocracia estadual. A ideia era reabrir o Óperon em janeiro deste ano com cerca de duas mil vagas, para equilibrar a quantidade de alunos e a oferta de vagas. Uma excelente iniciativa toda travada. Por quê?

Com poucas escolas, os cursos supletivos à noite, não presenciais, têm sido a opção daqueles que não encontram vagas e mais tarde decidem estudar. É uma alternativa que na maioria das vezes não oferece a formação e conhecimentos adequados pelo simples fato de que, em grupo, o aprendizado se estende até nas perguntas dos colegas. E a interação permanente com um professor é fundamental.

Nesse sistema de ensino, os estudantes ficam sem o indispensável convívio social, que é quando eles têm a oportunidade de criar amizades e aprendem a se relacionar com os outros. Por tudo isso, e para que tenhamos mais brasileiros preparados, é necessário mais escolas. Urgente!