sexta-feira, 1 de abril de 2011

Juros exorbitantes e o papel da sociedade


“Se um correntista tivesse depositado R$ 100 na poupança em qualquer banco, no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do Real), teria hoje na conta a quantia de R$ 374. Se esse mesmo correntista tivesse sacado R$ 100 no cheque especial, na mesma data, teria hoje uma dívida de mais de R$ 139 mil, no mesmo banco. Ou seja: com R$ 100 do Cheque Especial, ele ficaria devendo seis carros populares (0KM), e com o da poupança, conseguiria comprar apenas dois pneus.” 
O texto acima recebi, via internet, do meu dileto amigo Pastor Josué Valandro, presidente da 1ª Igreja Batista do Tauá. Ele, como eu e todos os brasileiros, com exceção dos banqueiros e provavelmente dos políticos que recebem ajuda dos bancos, estamos indignados com essa vergonhosa arapuca que se transformou o sistema bancário brasileiro.
O único que lutava contra a exorbitância dos juros absurdos era o ex-vice presidente da república José Alencar que morreu na última quarta-feira (29). Com Alencar morto, a batalha contra quem mantém as situações para facilitar a legalidade dos juros altos ficou mais difícil. A história do empresário José Alencar é um exemplo de sucesso e de como o enriquecimento pode se dar de modo honesto sem a cobrança de juros e a exploração da população. Foi assim que ele iniciou sua carreira vitoriosa com um pequeno negócio onde parcelava as compras e não cobrava juros dos seus clientes. Trabalhando muito gerou renda e ficou rico. Construiu um império e montou a Capemisa que hoje é a maior fábrica de tecidos do país com um faturamento anual de mais de R$ 200 milhões e 700 funcionários.
José Alencar fez da campanha contra os juros a sua bandeira política e imagino que sem ele as coisas vão piorar mais. É possível que aumente a ambição dos bilionários banqueiros, cujas agências atendem mal, cobram taxas de tudo, juros altíssimos e multas astronômicas. Por outro lado, não remuneram de modo justo os brasileiros que eventualmente dispõem de sobras para investir. O texto acima que o pastor Josué enviou deveria se transformar numa bandeira do povo, cujo grito deveria fazer eco nas praças e redes sociais. Os banqueiros comemoram, a cada trimestre recordes de lucros bilionários, obtido com o capital que nem é deles, mas dos trabalhadores que são obrigados a ter conta bancária e estão escravos, compulsoriamente, do robótico sistema invisível e do dinheiro de plástico. 
Além disso, na maioria dos bancos o atendimento é péssimo, funcionários ganham mal e o caixa eletrônico é insensível e confuso, sobretudo para os mais idosos.

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