sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Preço alto de estacionamento afasta consumidores




Quem conhece a Ilha há mais tempo lembra que a Estrada do Galeão, no sentido de quem entra na Ilha, não desviava na altura do Mc Donald´s, para se chamar Rua República Árabe da Síria. É que para a implantação do Projeto Rio Cidade, uma ilustre mente urbanística resolveu criar numa das faixas duplas da via, dois estacionamentos. Um deles fica em frente ao supermercado Extra e o outro ao lado da lanchonete – que todo mundo está reclamando – Mc Donald´ss. Acho que imaginaram com essas obras resolver o problema de estacionamento de veículos no local. Talvez os dois estacionamentos juntos tenham pouco mais de cem vagas, espaço que é insuficiente só para atender o movimento de clientes das 11 agências bancárias do perímetro.

No início eram gratuitos. Mas logo começou a exploração por empresas que sempre cobraram preços abusivos, considerando que as vagas são descobertas, nunca ninguém viu algum segurança e foram construídos em via pública, pagos com dinheiro do povo. Povo este que agora é extorquido ao ser obrigado a pagar um preço absurdo para estacionar o veículo. Imagino que o consumidor que vai numa daquelas farmácias localizadas no trecho, para comprar um comprimido para a dor de cabeça e que não for atendido rapidamente, vai ter que pagar os R$ 4,50 do estacionamento. Resultado: a dor de cabeça vai piorar pela indignação.

Até pouco tempo funcionavam só até às 22h, mas agora a cabine de cobrança fica aberta 24h. Aí do motorista que deixar um dia inteiro. Vai ter que pagar R$ 37,50 pelas 24h. Saudades da antiga Estrada do Galeão, naquele trecho, cujo fluxo de veículos era melhor e o barulho não incomodava os moradores da Rua Árabe da Síria.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Falta de estímulo


É estranho que pouca gente entre os jovens de comunidades tenham interesse verdadeiro em se capacitar profissionalmente. Eu desconfio que falta um elo na comunicação para motivar essa gente e mostrar que sem estar qualificado, ninguém sai do lugar e vira um parasita sem perspectivas no futuro. É principalmente nas comunidades que estão localizados os maiores índices de desemprego e a baixa qualificação dos jovens. Com a instalação do Sine no Cocotá as pessoas já tiveram a vida facilitada, e desde a semana passada, já podem tirar a carteira profissional e, até ter encaminhamento para um emprego. Aliás, esta foi a tônica da primeira semana de funcionamento do órgão na Ilha.

Entretanto, o Cefet e outras organizações estão disponibilizando centenas de cursos profissionalizantes, até gratuitos, mas não encontram candidatos para preencher todas as vagas. Claro que existem muitas exceções e alguns desses jovens, após os cursos, decolam rapidamente nas carreiras que abraçam. São exceções que conseguem trajetória meteórica nas empresas e servem de exemplo para animar quem ainda não decidiu aproveitar as chances que o mercado oferece. A falta de mão de obra com alguma qualificação é grande e diversas empresas estão em busca de talentos e de gente que queira trabalhar. O Assaí, por exemplo, publica nesta edição do Ilha Notícias, um anúncio abrindo vagas para quase todas as funções na loja da Ilha do Governador. E são oportunidades num grande grupo empresarial que podem se transformar no trampolim para uma carreira de sucesso. Com a proximidade da Copa e das Olimpíadas milhares de vagas estão sendo criadas na cidade e o tempo das oportunidades de crescer profissionalmente e prosperar já começou. É preciso que principalmente pais e professores conscientizem nossos jovens a serem protagonistas desta maravilhosa arrancada para o futuro que esta década proporciona a todos os cariocas.