sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Operação Lei Seca nota dez




Dou nota dez para a Operação Lei Seca. Essa iniciativa do Governo do Estado merece aplausos e o reconhecimento público. A medida teria poupado cerca de sete mil vidas desde que foi implantada em 2009 e precisa do reconhecimento da população para que continue. Além de punir o motorista alcoolizado, a ação protege a vida do próprio infrator de se tornar um criminoso, considerando as chances de ser protagonista de um grave acidente. A Operação Lei Seca protege também a vida dos acompanhantes do alcoolizado, como de todos os pedestres e motoristas no eventual trajeto do bebum. A fiscalização é essencial e o sucesso é por conta da ação permanente e séria dos agentes do Detran que não perdoam nem autoridades, artistas e jogadores de futebol. Todos iguais perante a lei.

Por outro lado, é decepcionante constatar que o problema das ilegalidades cometidas por grande parte dos motoristas do transporte alternativo contaminou toda cidade. Nesta semana, assisti na Linha Amarela, no trecho entre a Ilha do Fundão e a Avenida Brasil, uma cena que lamentavelmente se repete muitas vezes no dia a dia: um passageiro fez sinal e uma kombi – branca, daquelas ilegais – já lotada parou para o acesso desse passageiro. Com isso o cobrador se deslocou para o compartimento de bagagens em cima do motor e ficou ali sentado durante a continuação da viagem e, pior, com o compartimento aberto – talvez pelo calor. Esse absurdo é tão grave quanto dirigir embriagado. Entretanto, as medidas dos órgãos responsáveis para fiscalizar e punir ainda não funcionam. A cidade que nesta década vai sediar a Copa e as Olimpíadas não pode permitir que tais irregularidades, assim como se o Rio de Janeiro fosse uma cidade onde vale tudo.

As medidas sérias da Operação Lei Seca contrastam com o descaso das autoridades e com as ilegalidades que colocam os passageiros das kombis e vans em eminente perigo. O que está por trás dessa omissão? Interesse político ou é um incompreensível desprezo com a parte da população que costuma agir dentro da lei.