sábado, 3 de dezembro de 2011

Mão única é solução


É inadmissível que as autoridades de trânsito que se dedicam a planejar o tráfego de veículos ainda não perceberam que a Rua General Estilac Leal precisa ser mão única. A Estilac é aquela que começa na Estrada do Galeão, na esquina onde funciona a loja da imobiliária Júlio Bogoricin e que tem, do outro lado, o Shopping 1035. Nessa rua, a confusão é muito grande durante todo o dia. Por absoluta falta de opção para parar, os motoristas estacionam seus carros sobre as calçadas e nos dois lados da Estilac, que é muito estreita. Isso acaba impedindo a circulação normal de veículos na via que não deve ter mais de cem metros de extensão.

Um dos acessos para o Jardim Guanabara, a rua está próxima a um comércio bastante movimentado com lojas e salas de atividades bem diversificadas, fato que gera uma grande quantidade de pessoas circulando nas calçadas que ficam em parte ocupadas por uma avalanche de carros. Não sou especialista para sugerir qual o melhor sentido, mas garanto que qualquer um vai melhorar o trânsito, evitar batidas e discussões. Embora curto, o logradouro que termina na Rua Abélia, conta também com uma unidade do Colégio Iglesias, para onde dezenas de pais se deslocam diariamente transportando os alunos.

O tumulto naquele trecho da Ilha é gerado pela absoluta falta de planejamento. Quem está preocupado com isso? Fui informado que periodicamente surge a guarda municipal para aplicar multas. Sei também de centenas de reclamações vindas de comerciantes e principalmente moradores que já chegaram no limite da paciência diante do volume de problemas provocados por obstruções e que eles têm que resolver, simplesmente, para ter garantido o acesso às suas residências. Um caos que pode ser resolvido em boa parte se as autoridades adotarem mão única nesta rua que homenageia Estilac Leal, um general que chegou a ser Ministro da Guerra do presidente Getúlio Vargas no inicio da década de 50.



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Maior autonomia para a região





A Ilha do Governador cujo território de pouco mais de 32km2 abriga uma população de cerca de 300 mil habitantes tem uma rotina mais agitada do que a maioria das cidades do estado do Rio de Janeiro. Além do aeroporto onde viajam por ano 10 milhões de passageiros possui um dos maiores estaleiros do país. Por essas e outras centenas de razões, acho que a região deveria ter maior autonomia para decidir suas prioridades em busca da qualidade de vida dos seus habitantes e a funcionalidade das atividades que movimentam a economia local.


Afinal, estamos numa ilha e por essa razão tem características diferentes das outras regiões. Um exemplo é ter uma única via de acesso por terra que é feita pela Estrada do Galeão. Os engarrafamentos rotineiros não prejudicam apenas os milhares de trabalhadores cujos empregos ficam fora da Ilha, mas também as pessoas que moram nos diversos bairros da cidade e que trabalham aqui. O pior acontece com os passageiros e as tripulações que perdem vôos, e nada mais constrangedor para o país, que os visitantes, depois de cansativas horas de vôo sejam eventualmente obrigados a enfrentar as blitz na saída da Ilha. O Brasil fica mal na foto.



Acredito que tratar a Ilha de modo diferente é um dever das autoridades. O problema do acesso único pode ser uma oportunidade para transformar o transporte marítimo numa solução de excelência tanto para os moradores como para o aeroporto. Os investimentos para colocar linhas com modernos e rápidos equipamentos de transporte de passageiros pode interessar à empresas internacionais sérias e eficientes. O trajeto entre a Ilha e o Centro é relativamente curto e o mar é calmo. Tenho absoluta certeza que no momento que cair a ficha dos governantes a Ilha poderá ter o melhor serviço de transporte de passageiros.