segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Ilha Notícias atinge número expressivo de leitores



            O jornal Ilha Notícias completa 1656 edições neste final de 2013, com o sentimento do dever cumprido e agradecendo a Deus pela proteção e capacitação à equipe de profissionais, que se dedica a produzir um jornal a altura das exigências do grande público leitor que aumenta a cada dia.
            E, ao terminar o ano, mais um motivo alegre para compartilhar com nossos leitores, anunciantes e amigos. A boa notícia, que merece registro e que nos orgulha bastante, é que ultrapassamos a casa dos 50 mil leitores que acompanham o jornal virtualmente, através do Facebook. Superamos a casa dos cinquenta mil, exatamente às 20h30 desta quinta-feira, dia 26. A quantidade de pessoas interessadas em acompanhar as notícias da Ilha do Governador cresce muito a cada dia e faz aumentar a nossa responsabilidade para produzir um jornal cada vez melhor.
            Indicadores do Facebook apontam que cerca de 80% desses nossos leitores virtuais são moradores da Ilha do Governador. Os outros, em sua maioria, são de ex-moradores, pessoas que nasceram na Ilha ou viveram algum tempo na região e guardam lembranças que se renovam através das mensagens e imagens postadas no Facebook do jornal.
            Encerramos 2013 com um alcance médio de cerca de 150 mil pessoas que tomam conhecimento das informações via Facebook, e outros 60 mil (ao mês), que acessam o site e podem folhear as edições impressas. Nossa expectativa para o próximo ano é renovar o entusiasmo e manter o jornal atualizado para continuar oferecendo notícias com conteúdo, contando cada vez mais com a importante participação dos leitores que nos abastecem com informações e imagens de fatos da rotina insulana. Feliz 2014 a todos!


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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Na Ilha do Governador é muito ruim o transporte de passageiros feito por vans, ônibus e barcas


            A fragilidade dos serviços públicos na região da Ilha do Governador espanta por diversas razões, especialmente pela proximidade do centro do Rio de Janeiro, a segunda mais importante cidade brasileira e umas das mais modernas do mundo.
             A maior parte do transporte público é feito por muitos ônibus velhos sem que existam gestos de respeito e valor como merecem os passageiros. É insuficiente a quantidade de ônibus operando nas linhas e os horários são estabelecidos conforme os interesses de faturamento das empresas. É crítico e desumano o abandono de Tubiacanga com quase nenhum ônibus circulando por lá. Os ônibus já atendem mal há bastante tempo e, neste vácuo, nasceram as linhas de vans para atender à população naqueles horários que os ônibus são recolhidos às garagens. Provavelmente para evitar o pagamento de horas extras. Hoje, as vans atropelaram a ideia inicial de apenas cobrir os horários considerados ruins e disputam passageiros com as empresas de ônibus. 
             É precário o transporte de passageiros na Ilha. Os ônibus atendem mal e as vans pior ainda. Conduzem passageiros sem cintos de segurança, circulam em alta velocidade, não respeitam a sinalização de trânsito e os itinerários e embarcam passageiros em qualquer lugar, colocando em perigo os pedestres e outros veículos. 
             Já, a fragilidade do serviço de barcas é histórica. Nenhuma ação é executada ou planejada para corrigir as falhas, fato que afronta os passageiros. Os horários não são obedecidos e as viagens entre o Cocotá e a Praça XV, às vezes se transformam em verdadeiras aventuras. Em todos os aspectos, a área de transportes de passageiros da Ilha do Governador está abandonada e sem rumo. Falta fiscalização, pulso, regras claras e disciplina à altura da importância da cidade do Rio de Janeiro. 


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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

É absurdo prorrogar a exigência de itens de segurança nos automóveis

            

Air bag é um dos mais impoprtantes itens de segurança

            Estou intrigado com as declarações feitas pelo Ministro da Fazenda Guido Mantega que, nesta quinta (12), deu entrevista à imprensa sobre a sua decisão de prorrogar por mais um ou dois anos a fabricação de automóveis sem Air Bags e freios tipo ABS. Segundo a entidade que representa as montadoras de carros, a partir de janeiro, a norma seria cumprida integralmente por todos os fabricantes sem necessidade de nenhuma prorrogação. Há três anos que as empresas se preparam para só colocar no mercado carros com esses dois importantes itens de segurança. Desde 2010, que a medida vem sendo exigida e implantada de modo gradual.
            A justificativa dada pelo ministro é de que os novos carros equipados com Air Bags e ABS podem ficar mais caros em pouco mais de mil reais. O argumento de Mantega contraria todos os princípios e esforços que estão sendo feitos no Brasil para que as pessoas tenham mais segurança nos veículos. No mundo inteiro, há muitos anos, só são vendidos automóveis que ofereçam aos consumidores condições máximas de segurança. A vida é uma questão de prioridade e diminuir a gravidade de ferimentos nos acidentes pode significar que muitas vidas possam ser salvas. Com os freios tipo ABS, o carro freia mais rápido e possuí um sistema que permite maior aderência mesmo em pistas molhadas, possibilitando manobras que podem evitar desastres em condições inesperadas. 
             O governo agiu certo em 2010 quando criou regras e prazos para a adaptação gradual que deveria atingir 100% dos veículos após três anos de exigências progressivas. Agora é um absurdo tomar uma medida contrária, apenas porque o ministro acredita que as vendas de veículos possam afetar o caixa do governo. É triste constatar que é zero, o valor que o ministro da à segurança dos brasileiros que andam de carro. 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mensalão acha cadeia ruim

            
            A cada dia surgem novidades inacreditáveis no Complexo Penitenciário da Papuda, cadeia que mantêm presos os condenados pelo mensalão. Os presidiários de primeiro escalão utilizam todos os argumentos e subterfúgios possíveis para não cumprir as penas atrás das grades.
            O ex-presidente do PT, José Genuíno, por exemplo, alegou fragilidade na saúde para ganhar prisão domiciliar, mas duas juntas médicas constataram que sua saúde é normal e que a prisão, neste momento, não é uma ameaça de morte. Ainda assim, por bom senso a justiça permitiu que ele permaneça mais alguns dias em casa.
            O caso de outro ex-presidente do PT, José Dirceu, mete medo, pela complexidade daquilo que está por trás da organização que generosamente lhe ofereceu emprego para justificar a prisão pelo sistema semiaberto.
            Acho natural que eles lutem para se livrar das prisões, embora, nos últimos sete anos tenham esgotado todos os recursos legais para não serem condenados pelo STF. Todavia, usar métodos suspeitos para ganhar benefícios no cumprimento da pena tira qualquer vestígio de valor pessoal que ainda lhes restam. E, fazer-se de prisioneiro político é demais. O governo que estava no poder quando cometeram os crimes de posse do dinheiro público é o mesmo de agora. Se eles foram usados pelo sistema ou, se a apropriação de valores públicos era uma prática comum para eles, não justifica se pronunciarem agora como inocentes.
            Cumprir a pena com dignidade seria uma demonstração de firmeza de caráter e coragem. A história os julgará. O que algumas organizações querem é lhes dar status de mártires.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Revitalização do Galeão vai ajudar desenvolvimento da Ilha do Governador



            Novas e excelentes oportunidades vão surgir para trabalhadores e empreendedores da Ilha do Governador com a privatização do Aeroporto do Galeão. O consórcio vencedor será comandado pelo executivo carioca Luiz Rocha, cuja experiência internacional em desenvolvimento de aeroportos é extraordinária e o credencia para operar com sucesso a transformação das ridículas instalações do Galeão em um complexo aeroviário moderno e funcional. Esse fato traz segurança ao mercado e estimula empreendedores a também fazer parte dessa mudança, participando e investindo. O parceiro da Odebrecht TransPort , no consórcio, é o Changi, de Cingapura, grupo sólido que está presente na gestão de outros 40 aeroportos do planeta. Experiência e competência. Ingredientes que faltam à Infraero.
             Com a privatização do aeroporto, a Ilha do Governador vai receber muitos investimentos e obras para a modernização e expansão das instalações aeroportuárias. Além das empresas que buscarão se instalar em áreas próximas do aeroporto para atender o novo cenário de desenvolvimento, milhares de trabalhadores serão contratados para dar conta das obras de expansão, revitalizando o mercado imobiliário da região. O projeto inicial do concessionário prevê, por exemplo, aumentar em seis vezes a área comercial e de alimentação, que acumula prejuízos há décadas e sofre pressões dos interesses que comandaram o Galeão nos últimos tempos. Em maio, os novos gestores assumem e acaba o pesadelo. 
             Ter investimentos no aeroporto será um excelente negócio para quem acredita nos cálculos do consórcio que prevê dobrar o número de passageiros nos próximos cinco anos, e chegar aos 60 milhões em quinze anos. As prioridades para 2014 são claras: ampliar e dar segurança aos estacionamentos, banheiros limpos, wi-fi, escadas rolantes, esteiras, atendimento rápido, elevadores funcionando e novas pontes de embarque.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cães e gatos para adoção, uma responsabilidade nova



           A feira de adoção de animais é uma excelente iniciativa dos alunos de Direito da Faculdade Cenecista. A ideia do grupo é colocar ao alcance das pessoas que pretendem criar um animalzinho, a certeza de que o bicho está livre para ganhar uma casa, com a vantagem de um atestado de saúde. O afeto da maioria dos seres humanos com os animais sempre existiu e vem crescendo a cada dia. Cachorros e gatos têm a preferência para adoção e ocupam importante atenção nas famílias cujas condições materiais e de tempo permitem assumir a responsabilidade de tratar da saúde e dar afeto ao animal. 
            Entretanto, ainda é grande o número de pessoas que resolvem adotar um animal recém-nascido por mero divertimento. Depois que eles crescem são abandonados nas ruas e centenas deles são vítimas de atropelamentos e maus tratos. Poucos resistem sem uma casa e proteção.  No interior ainda são criados cães e gatos cujas funções são proteger as casas e manter os roedores afastados. Esses vivem fora de casa e resistem às dificuldades, sobrevivendo às condições adversas impostas pela própria natureza. 
            Nas cidades, esses animais ganharam espaço dentro das casas, fazem companhia às pessoas solitárias, e sobretudo, dão alegria a toda família. A fuga de um desses animais transtorna a vida de seus donos que entram em desespero enquanto não os encontram, tal o amor que dedicam e ganham do animalzinho. A importância de adotar e manter um desses animais é saber que serão criados laços de amizade eternos e que podem transformar o ambiente de uma casa. A feira de adoção do Lemos pode ser o início de uma nova e fantástica maneira de conviver com animais para muitas famílias. Vale a pena pensar no assunto.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Ilha precisa de UPPs

            Comenta-se nos bastidores a existência de uma movimentação de criminosos do Comando Vermelho que estariam dispostos a reconquistar o controle da comunidade conhecida como Boogie Woogie, cujas operações estão hoje com um grupo de milicianos. O morro está em paz.
             Alguns assassinatos nas imediações do Boogie Woogie, nas últimas semanas, reforçam a suspeita da polícia, de que realmente bandidos ligados ao Comando Vermelho estão tentando reaver o território. O motivo está ligado ao provável deslocamento de criminosos do Complexo da Maré para a Ilha, cujo destino é o Morro do Barbante, onde, suspeita-se, está agrupado um grande número de traficantes bem armados. A Polícia Militar avisou que a Maré vai receber nos próximos meses uma ou mais UPPs e, seus agentes infiltrados, já estão cadastrando elementos suspeitos para facilitar a ocupação. A turma do mal, que conseguir escapar da Maré, tem a Ilha como o destino mais próximo e por aqui eles são acolhidos pela quadrilha escondida na comunidade de Vila Joaniza cuja população vive oprimida pela presença indesejada. Certamente essa bandidagem ocupa parte do tempo planejando conquistar novas áreas para compensar as perdas na Maré.
            Uma eventual ocupação da comunidade de N.Sra. das Graças pelo CV seria muito ruim para a Ilha, pois poderia gerar uma disputa com o Dendê, que está tranquilo, mas ainda está ligado a uma outra facção criminosa. Certamente a inteligência da Secretaria de Segurança está agindo para evitar o fortalecimento dos bandidos e a ocupação de territórios pelas UPPs tem sido importantes. Talvez seja a hora da polícia instalar uma UPP no Barbante para acabar de vez como o clima de tensão e medo que vive a comunidade da Ilha do Governador.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ilha do Governador precisa de mais policiais



          Há cerca de 40 anos, quando foi instalado o 17º Batalhão de Polícia Militar sediado na Ilha do Governador, o quartel ganhou um contingente de 1.100 policiais. A região era tranquila e segura, sobretudo porque a PM também contava com a parceria da Polícia da Aeronáutica que agia em conjunto com a polícia militar no combate à desordem.  
          Hoje, a Ilha tem uma população quase quatro vezes maior do que em 1970, mas o nosso batalhão conta com apenas 370 homens. Ou seja, agora são três vezes menos policiais nas ruas. Se, para ter mais segurança, faz diferença a quantidade de agentes, ninguém precisa pesquisar para encontrar a razão da insegurança que mete medo nos moradores da região. Além disso, a aeronáutica agora só cuida dos seus territórios e os criminosos estão mais bem armados e se multiplicaram como ratos.
          A PM não consegue mais vigiar toda a Ilha e vive tapando o sol com a peneira atendendo a população nos lugares onde o índice de criminalidade fica fora de controle. Dezenas de motos irregulares circulam em alta velocidade, sem placas e dirigidas por pilotos sem capacete que não obedecem aos sinais de trânsito e praticam delitos de toda espécie.   No Quebra Coco um homem numa moto de cor preta aterrorizou a comunidade até pouco tempo. Dezenas de viciados em crack abordam e constrangem pedestres além de serem responsabilizados pelo aumento de furtos e assaltos, principalmente na Portuguesa.
          Não faltam esforços da PM e da Polícia Civil. Os policiais trabalham duro e arriscam suas vidas na defesa da população, como nunca. O que faz falta nas ruas da Ilha é um número maior deles, mais viaturas e, sobretudo um grupo maior de policiais de motocicletas para combater a bandidagem com agilidade e equipamentos modernos, de modo a superar a desigualdade que entre o bem e o mal.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A nova força de opinião


            O Ilha Notícias dispõe de uma página no Facebook que nesta semana atinge a marca de 40 mil pessoas, cuja absoluta maioria é de gente que mora na Ilha. Cerca de 50% desses internautas estão com idade na faixa entre os 18 e 31 anos, período cujos projetos de vida começam a se materializar.  É interessante observar a participação desse grupo que é muito crítico, quer mudanças e fica irritado, sobretudo com a falta de ação das autoridades, postando comentários duros aos gestores públicos.
            Poucos baixam o nível e são desrespeitosos. Esses comentários não são acompanhados pelos demais cujas indignações repercutem mais forte e formam protestos densos que materializam quase que uma opinião única e que faz sentido. Os comentários dos internautas da página do Ilha Notícias no Facebook são avaliados diariamente pela equipe de reportagem do jornal e alimentam a pauta de matérias da edição impressa. É interessante o significativo aumento de postagens de fotos e comentários sobre assuntos da rotina da região. Essas postagens, depois de analisadas são repercutidas no próprio Face diante da sua factualidade. Exemplo disso é a postagem do desaparecimento de uma pessoa ou animal, fato cujo interesse humanitário não permite perda de tempo e é levado à rede social imediatamente como um serviço de utilidade pública.
            Chama a atenção o movimento muito rápido da opinião das pessoas que participam da internet. Em minutos milhares tomam conhecimento de conteúdos e compartilham para outros milhares formando uma camada expressiva de opinião. Tenho absoluta convicção de que em breve a cidadania exercida pela força da internet vai mudar os hábitos dos omissos que serão contagiados pelos benefícios da participação. O Ilha Notícias cumpre a sua parte nesse processo, com interesse e responsabilidade.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A Ilha do Governador distante das oportunidades




           O desenvolvimento da Ilha do Governador depende muito do aproveitamento das oportunidades geradas pela Copa e Olimpíadas. Até agora o BRT ligando o aeroporto — com uma estação na Estrada do Galeão — ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca é o único benefício para a população insulana.
            O novo posto de vistoria do Detran, localizado no acesso à Tubiacanga é excelente para todos os motoristas da cidade, mas para a Ilha só é importante pela ocupação de uma área que estava sendo invadida ao lado do Parque Royal, cuja consequência poderia ser a criação de uma nova favela. Evitou-se o pior, mas não dá para comemorar porque o Detran não é algo que venha trazer desenvolvimento local.
            O tempo está passando e não fosse a inauguração do ótimo hotel Linx, localizado na via de acesso ao Galeão — que pode estimular outros investimentos na área de hotelaria — absolutamente nada teria mudado até hoje em razão dos grandes eventos. O aeroporto continua um caos e os desdobramentos da privatização, que começa antes do final do ano, ainda são uma incógnita, embora meu particular otimismo. 
            Não conheço novos projetos urbanísticos para a Ilha, apenas sei da possível materialização de antigos pleitos da comunidade, como a revitalização da Praia da Freguesia e as importantes obras de despoluição que começaram na Praia da Bica. Se a omissão permanecer, sem a apresentação de um novo plano diretor de desenvolvimento, que contemple com ênfase os estudos para modernização do sistema de transporte e o planejamento urbanístico, a qualidade de vida pode piorar. Nas principais vias já está complicado trafegar e estacionar. O que está ruim pode ficar pior. Com ou sem as obras da Copa precisamos de desenvolvimento e ações para modernizar a Ilha.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

            
Ilha de problemas

            Nessa semana, o jornal O Globo publicou matéria sobre a Ilha do Governador cujo conteúdo mostra uma região com muitos problemas e bastante abandonada pelo poder público. Nada do que disse o jornal é mentira e todos os assuntos abordados também são denunciados nas páginas do Ilha Notícias. Poucos são resolvidos. A maioria permanece atrapalhando a rotina da região e irritando a população.
             A decepção dos moradores com assuntos recorrentes que prejudicam a qualidade de vida não encontra justificativa. Faltam ações mais ágeis, como, por exemplo, as obras na Praia da Freguesia que já foram prometidas dezenas de vezes. A reforma da passarela em frente ao Casa Show também se arrastou por longos anos e só agora, depois que pedações de concreto começaram a cair no meio da rua é que a prefeitura resolveu fazer os reparos e pintar. É difícil obter ações rápidas para impedir que os problemas aumentem e coloquem em risco a população.
             A matéria do O Globo revela também a tristeza de gente famosa que já morou na Ilha, como Miguel Falabella, que fala da decadência do lugar onde viveu a infância. A impaciência dos moradores com as ações demoradas ou arquivadas como o Pórtico de Segurança, por exemplo, é um sinal de que a maioria não está feliz com as ações públicas. Outros exemplos: a inexistente manutenção dos parques e praças, o péssimo serviço de transporte de passageiros cujo sistema está aparentemente liberado para a circulação kombis e vans ilegais, o precário transporte de passageiros feito pelas barcas, a livre circulação de centenas de motos sem placas que junto com os carros e ônibus não respeitam sinais fechados e colocam em perigo a vida dos pedestres, etc...
             Poucos são os esforços e raras as chances de as coisas não continuarem a se arrastar. Não vejo perspectivas enquanto a Ilha não ganhar a autonomia a ser conquistada por uma representatividade forte que exija ações rápidas e eficientes das autoridades executivas. O Globo tem razão, infelizmente.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Guarda Municipal decepciona a população

                  Tento entender o papel da Guarda Municipal na Ilha do Governador e chego a conclusão que é uma organização sem rumo. Criada principalmente para ajudar na organização do trânsito e proteger o patrimônio público, procede de modo confuso. O agentes agem como simples observadores, omissos ao cotidiano, e por outro lado atuam como vorazes produtores de multas cujas legalidade é contestada e nunca aceita por mais óbvios e convincentes que sejam os argumentos. Não há nenhum empenho no sentido de orientar os motoristas em suas eventuais dúvidas e faltas.
             Na Portuguesa onde há uma concentração de cracudos nas calçadas e sob as marquises das agências dos bancos, a guarda municipal faz que não vê e se exime da responsabilidade de conduzir os viciados ou mendigos para acolhimento no Centro Municipal Stela Maris, mesmo que essas pessoas estejam abordando de modo agressivo os cidadãos e cometendo pequenos furtos. A população demonstra decepção com o desempenho da guarda municipal e vê a instituição omissa e desconcentrada das suas importantes responsabilidades. Uma pena!
             Por outro lado, quando gente mal educada joga lixo na calçada, na frente do guarda, o sugismundo não é orientado nem advertido. Nos sinais e faixas de pedestres, idosos e deficientes não contam com a gentiliza dos agentes para orientá-los. Do mesmo modo, os guardas municipais ficam passivos e alheios as confusões geradas pelas vans que disputam passageiros aos gritos e causam confusões nos pontos de ônibus e no trânsito. É estranho esse comportamento alienado da GM.
             A maioria da população pergunta indignada, qual o papel da guarda municipal na Ilha? Esperamos que um choque de ordem revigore a corporação e que ela encontre rapidamente um caminho para atender, de fato, a população e esteja à serviço da cidade. 

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Avançar o sinal vermelho é quase ameaça de morte

         

           A colocação de radares e câmeras perto dos sinais é uma medida cuja necessidade se impõe na Ilha por absoluta falta de disciplina de muitos motoristas. Carros e motos insistem em avançar sobre a faixa de pedestres com o sinal fechado, colocando em risco a população.
Em cidades brasileiras cuja cultura e respeito aos cidadãos está à altura da dignidade humana, os pedestres têm a preferência mesmo sem que aja sinal de trânsito. O curioso é que nessas cidades até os motoristas visitantes adquirem o comportamento correto de dar a preferência aos indivíduos quando estão atravessando as ruas na faixa. Os bons costumes também contagiam. Pena que ao retornarem às suas cidades eles voltam cometer imprudências. 
           Aqui na Ilha o descontrole é preocupante e o perigo ronda os sinais mais movimentados. As kombis, vans e motocicletas são os veículos que mais cometem infrações e colocam a vida das pessoas em perigo. Os novos radares, como os que foram colocados nos dois sentidos da Estrada do Galeão perto do Assaí e do Hortifruti são equipamentos úteis para punir alguns desequilibrados que costumam usar seus carros como verdadeiras armas. Em diversos bairros da Ilha, onde a desordem no trânsito reina absoluta, precisam ser instaladas essas câmeras, de modo a inibir os infratores e, sobretudo, dar mais tranquilidade às pessoas que se sentem reféns da imprudência de maus motoristas e motoqueiros.  
           A questão é tão grave que mesmo com o sinal fechado para os veículos e utilizando a faixa de pedestres para atravessar a rua, as pessoas estão com medo de serem atropeladas e mortas. É inacreditável e uma vergonha para todos nós insulanos

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ilha do Governador discute o urbanismo


            Com a presença de um público heterogêneo formado por profissionais de engenharia, arquitetos, gente do mercado imobiliário, líderes comunitários, moradores, empresários locais, entre outros, a reunião intitulada de Audiência Pública, convocada pela subprefeitura para discutir um novo PEU – Projeto de Estruturação Urbana – para a Ilha do Governador, na quinta da semana passada (19), foi curiosa.
             O corpo técnico da prefeitura, liderado pela subsecretária Márcia Queiroz, ouviu atento quem se manifestou e garantiu que as propostas e sugestões seriam consideradas para alterar um documento base, que já teria sido elaborado por profissionais ligados à construção civil. Alias, é natural que parta dos especialistas no mercado de construção o interesse em atualizar normas e modernizar as questões urbanísticas da Ilha. Meu sentimento é que aqueles que participaram dessa reunião querem que a região se modernize sem perder o ar bucólico e, principalmente, que a qualidade de vida melhore para todos. Uma questão de bom senso. 
             Minha opinião é que a prioridade de qualquer ação na área urbanística deva ser dada às comunidades da Ilha onde vivem dezenas de milhares de pessoas, muitas em condições desconfortáveis, em casas construídas sem planejamento e por onde os serviços públicos não chegam ou funcionam de modo precário. É óbvio que a Ilha, com cerca de 300 mil habitantes, está no limite de ocupação para uma região cercada pela Baía de Guanabara, comprimida pelo aeroporto e unidades militares. Aqui o PEU tem que ser muito diferente do restante da cidade.
             Concordo que se planeje a Ilha do futuro, mas os governos têm a obrigação de recuperar o tempo perdido e dirigir seus investimentos para as comunidades, levando “ontem” todos os serviços públicos como: rede de água e esgotos, creches, escolas, segurança, serviços de limpeza pública e iluminação. É duro viver sem esses serviços essenciais.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ilha precisa de plano para evitar colapso no trânsito



            Três manifestações aconteceram na Ilha do Governador nos últimos dez dias e todas por razões justas. A população aprendeu a protestar e usa os movimentos para demonstrar,  sua insatisfação.
            Os protestos aconteceram em regiões diferentes e por motivos graves, como a falta de luz durante quatro dias em Tubiacanga; a prisão de dois homens que a comunidade de Vila Joaniza (Galeão) garante serem inocentes e a demissão de 19 funcionários do Colégio Newton Braga por motivos de corte de verbas do Comar.
             A mudança de comportamento da população chama a atenção. Antes, as pessoas não se atreviam a reivindicar publicamente e de certa forma se tornavam coniventes por inércia ou omissão. O protesto como ato de pressão contra injustiças é legítimo e precisa ser melhor compreendido pelas autoridades. Entretanto, mesmo tranquilas, as manifestações trazem sérios prejuízos pelas consequências que geram. Na Ilha, qualquer protesto provoca imensos transtornos para toda comunidade. Além de parar o fluxo de entrada e saída, as manifestações na Estrada do Galeão provocam reflexos no trânsito por toda Ilha.
             Por suas características geográficas, e, em razão de ter apenas uma via de acesso além das instalações do aeroporto internacional no seu território, a Ilha é um lugar muito vulnerável para as confusões de trânsito. Essa fragilidade gera graves problema para a cidade, cancelamento de voos e sobretudo irritação nos moradores. Precisamos de um plano logístico e ações práticas como desvios, inversão de pistas e outras soluções para colocar em execução nos casos de congestionamentos. Nos três acidentes do último fim de semana ficou provado que não existe nada planejado. Dane-se quem está de carro nas ruas.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Light atende mal a Ilha do Governador


            Mais uma vez a Light não age e grande parte dos moradores da Ilha ficaram sem luz por quase cinco dias. Desta vez foi em Tubiacanga e só após um protesto que bloqueou a Estrada das Canárias no domingo (8), é que a empresa resolveu solucionar o problema que aparentemente era simples. 
           No Cacuia, a qualquer momento, sem aviso prévio, moradores e comerciantes têm sido vítimas da falta de energia. Falta energia na rede e talvez de respeito do setor de operação da Light. Ninguém da empresa consegue explicar o problema que se prolonga no Cacuia há mais de dois meses. Alguns leitores relatam a queima de geladeiras, aparelhos de ar-condicionado e outros eletrodomésticos. Do lado dos comerciantes o problema é ainda pior: os prejuízos com a perda de equipamentos, clientes e mercadorias, sobretudo as estocadas em freezers. 
             A questão principal é que a falta de luz acontece a qualquer momento do dia ou da noite. Não há nenhuma comunicação e a Light age como se estivesse num sistema autoritário e a empresa fosse uma célula de organismo que não precisa dar satisfação à sociedade. Se a democracia é plena e o sistema jurídico funciona no Brasil, não há como não agir de modo republicano em defesa dos interesses dos prejudicados. 
             Contra a Light existem outras denúncias da população, como é o caso dos quatro postes, também localizados no Cacuia, e que obstruem algumas vagas de estacionamento de veículos. O Ilha Notícias publicou na edição da semana passada fotografias de postes que estão bloqueando vagas de estacionamento. Há mais de dez anos nada é feito para colocar a rede subterrânea com era previsto no Projeto rio Cidade do Cacuia para resolver o problema.
             Medidas judiciais precisam ser tomadas. É preciso garantir o fornecimento de energia sem as interrupções que trazem tanto desconforto e prejuízos a todos nós da Ilha. 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Pichadores pegos pela PM



            Três pichadores que agiam na Ilha foram pegos por policiais do 17º BPM na madrugada do último dia 29. Igor Henrique Tavares Machado, de 22 anos, Willian Ferreira da Silva, de 23, e Patrick Rocha dos Santos, de 19, estavam com diversas latas de tinta spray emporcalhando a lateral do viaduto na entrada da Ilha e foram levados para a 37ª DP. Lá confessaram o delito e vão aguardar em liberdade a convocação da justiça, talvez, para cumprir pena de serviços comunitários. 
            Quando foram abordados pela PM um deles filmava a pichação para exibir o estrago aos amigos. Os três, segundo as informações prestadas à polícia, são desocupados que costumam, nas madrugadas, sair da Pavuna, onde moram e pichar muros e fachadas de prédios da Ilha. A ação desses marginais causa sérios prejuízos ao patrimônio dos moradores e às atividades comerciais.
            A lei tinha que ser mais rígida e punir com rigor esses vândalos desocupados.  Essa turma merecia ficar atrás das grades, diante do perigo que representam quando invadem prédios e sujam fachadas. Na Estrada do Galeão, a quantidade de pichações assusta pela ousadia desses bobalhões cujas frustrações e inseguranças são satisfeitas, provavelmente, pelo medo e tristeza que geram nas famílias atingidas por suas grosseiras ações.
             Parabéns aos PMs Mário Luiz Barros de Souza e Marco André Lopes da Silva cuja atitude foi eficaz ao reprimir os três vândalos que agora não têm mais ficha limpa na polícia. Grato também ao leitor H. Sampaio que forneceu as informações.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Van conquista passageiros



            Nesta semana um leitor postou na fanpage do Ilha Notícias no Facebook a foto do interior de uma van e destacou a educação do motorista e do cobrador do veículo. A van faz a linha Ilha x Bonsucesso e recebeu a acolhida dos internautas com cerca de 1,5 mil likes, mais de 500 compartilhamento e dezenas de comentários positivos. O fato merece ser destacado em razão da polêmica que as vans ocupam nos noticiários, quase sempre com reclamações dos usuários contra o comportamento dos motoristas que são grosseiros e metem medo na população. Não é normal tantos elogios a uma van, cuja maioria dos motoristas é conhecida por não obedecer às regras de trânsito e colocar a vida dos próprios passageiros e pedestres em perigo.
            O fato da repercussão positiva, na internet, dessa van que trafega pelas ruas da Ilha obedecendo aos sinais fechados e cujo motorista é muito educado, confirma que a maioria das pessoas admira quem age de modo correto. Nessa van têm TV, iluminação interna colorida, bancos decorados com forro especial e principalmente a direção tranquila e segura de um motorista responsável.  Esta van serve de exemplo a muitos motoristas que não tem a mesma responsabilidade no volante e nem demonstram o menor interesse em agradar seus passageiros. 
            É extraordinário e rápido o reconhecimento por aquilo que é certo e faz a diferença. Torço que o modelo seja imitado pela maioria dos motoristas e cobradores das vans e kombis da Ilha. Os serviços que esse meio de transporte presta à população é essencial e indispensável, fato que torna fácil a atitude para conquistar apoio. Basta imitar a educação desse motorista de van para ser respeitado e admirado por todos. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

De onde vem os lucros recordes dos bancos



            O sistema bancário é nacional e faz parte de modo compulsório da vida de cada brasileiro que é obrigado a pagar contas, receber benefícios e salários nas agências. Notícias dão conta que os lucros do setor, obtidos no primeiro semestre, foram mais uma vez recordes históricos. O fato seria excelente para todos se os setores de produção também estivessem comemorando. Mas não é o que acontece, pelo contrário. O primeiro semestre foi ruim para quase todo mundo. Mas os bancos — todos eles — são instituições protegidas pelo governo e ganham abusivamente para movimentar os valores das empresas e pessoas físicas. Ganham muito. Cobram juros estratosféricos para emprestar e pagam valores ridículos para os investidores, sobretudo considerando a conjuntura de dificuldades que o Brasil e seu povo atravessam. Além disso, na Ilha não conheço nenhuma ação de contrapartida ou participação em projeto social.  
             O sistema bancário é perverso e cego em busca de lucros astronômicos. A política continuada de substituir funcionários por computadores logo poderá transformar as agências bancárias em verdadeiros prédios robôs, cuja presença de trabalhadores será desnecessária. Vi na semana passada um protesto dos bancários em frente de alguns bancos na Ilha reivindicando melhores salários. Além de terem seus empregos ameaçados pelas máquinas, esses trabalhadores ganham muito mal diante do tamanho da responsabilidade que tem sobre os ombros.
             Porque ninguém protesta nas manifestações contra esse absurdo? Não vi nenhum cartaz sobre isso carregado pelos manifestantes. Na Ilha, o Itaú, por exemplo, que tem sete agências na região, trata as empresas com desprezo ao manter em Bonsucesso a gerência, numa plataforma, cujo acesso é complicado e longe dos clientes. Para falar pessoalmente com o gerente da sua conta no Itaú, a empresa precisa deslocar o seu gestor para fora da Ilha. Isso é um desrespeito com os empresários da região, que certamente proporcionam ao Itaú parte dos bons lucros registrados neste primeiro semestre de 2013.
            Nesta semana, uma notícia ratificou minha suspeita de que tem coisas mal explicadas. A Receita Federal notificou o Itaú cobrando 18 bilhões de reais por sonegação fiscal. O fato é sério e causa prejuízos ao país que, com esses bilhões, poderia aplicar mais na educação e na saúde. Por que os protestos os protegem?

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Professores precisam ter prioridade nas reivindicações



Não há greve ou manifestação mais justa do que a dos professores da rede pública. Tanto é verdade, que por onde passam as caminhadas de protesto recebem o apoio espontâneo dos moradores. O aceno das janelas dos prédios e o som da buzina dos motoristas têm o sentido único do reconhecimento da população a uma classe pouco valorizada.

A falta de infraestrutura e salários defasados são as principais reivindicações encaminhadas pelo Sindicato dos Professores. Imagino que não há ninguém contra, nem contestações aos pleitos cujas soluções precisam ser rápidas para não prejudicar o ano escolar dos alunos das escolas públicas. Não pode haver brecha para a continuidade do ensino e principalmente com o tempo de ocupação dos alunos.

Qualquer interrupção interfere na rotina das famílias e prejudica principalmente os jovens mais pobres que ficam a mercê das oportunidades geradas pela da falta do que fazer. Pior ainda, é a decepção prematura desses adolescentes com o sistema que os prejudica. Essa decepção será reforçada na convivência e tristeza dos mestres em luta por salários dignos e melhores condições materiais para proporcionar boas aulas. Alunos e professores geralmente são amigos e a maioria das pessoas guarda o nome do mestre pela vida toda, agradecidos pelos ensinamentos e formação da cidadania.

Entendo que todas as categorias profissionais são importantes, mas professores e médicos precisam ter um tratamento diferente. Pessoas com saúde e conhecimento deveriam ser a obrigação prioritária de um país com o seu povo. Não deveria haver perda de tempo para discutir condições quando está em jogo a formação do cidadão e da sua saúde. 
O grito dos professores precisa ser ter eco. Já!!!  

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Mais de 60 mil veículos movimentam a Estrada do Galeão

   


   Sempre que olho a Estrada do Galeão, fico surpreso com a quantidade de veículos que transitam pela nossa principal via. A informação extra oficial é de que mais de 60 mil veículos passam diariamente nas pistas de entrada e saída da Ilha. São automóveis, vans, ônibus, caminhões e motos que transitam em quantidade igual a grandes cidades do nosso estado. 
   Se pela manhã a partir das 6h, o movimento de saída da Ilha é intenso, à tarde, depois das 16h - se prolongando até às 21h - o nervosismo de entrada e volta do trabalho parece ser muito maior. Talvez pela quantidade de gente de outras regiões da cidade que vem curtir a noite nos bares e restaurantes da Ilha. O curioso é que pela manhã também é muito grande o movimento na pista de entrada com veículos transportando trabalhadores que atuam em empresas da Ilha. 
   Esse intenso movimento de carros que entram e saem da região tem contribuído para os congestionamentos internos, fato novo nas vias principais. Se já era grande o número de veículos que ficam circulando dentro da Ilha, essa quantidade aumentou bastante nos últimos meses. Os taxistas foram os primeiros a perceber e já começam a reclamar das dificuldades para circular pela Ilha. 
   Novos estudos precisam ser feitos para melhorar o fluxo interno. Providências como proibir a fila dupla e parada fora dos pontos de vans e ônibus são urgentes para evitar congestionamentos. A saída de alunos dos colégios, como o Modelar Cambaúba, é um transtorno para os motoristas que contam com a fluidez no trânsito para cumprir os seus compromissos.
   A Ilha vive um momento que precisa de mudanças nas suas vias principais para melhorar o trânsito. Os problemas nas ruas chegaram a um limite que não se ajustam mais por acomodação. Alguem precisa fazer alguma coisa para orientar o trânsito e proibir as bandalhas. 

joserichard@uol.com.br
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Ilha do Governador e o jornal que é a voz da comunidade





         No próximo mês de setembro o jornal Ilha Notícias completa 37 anos de existência e circulação ininterrupta. Num jornal, a vantagem do longo tempo de existência é a certeza da conquista da liberdade definitiva. Aprendi nessas décadas que não é possível ter sucesso e conquistar a confiança dos leitores sendo refém de alguém ou de algum sistema. O jornalismo independente, cujas bases o Ilha Notícias está alicerçado é da ética e verdade dos fatos.
            Sem hipocrisia ou sentimento sonhador, o jornal foi criado para funcionar como uma empresa de sucesso e na diferença das receitas e despesas possa investir no desenvolvimento e ter lucros. Nessa trajetória de 37 anos vivemos meses de crises e incertezas, mas nunca nos deixamos levar pela conveniência de interesses que fugissem ao rumo das coisas corretas, como nunca também o Ilha Notícias foi conivente com os poderosos do momento. Procuramos sempre corrigir nossos eventuais erros, injustiças e enganos, com coragem e humildade. Nunca com submissão.
            A responsabilidade de manter circulando gratuitamente o Ilha Notícias, todas as sextas, com qualidade gráfica, conteúdo renovado e fatos do interesse da população é um desafio permanente. Nunca, uma linha sequer foi ou será publicada por leviandade ou intenção de prejudicar alguém, pobre, rico ou adversário. É nossa obrigação ter opinião, discernimento e respeito. Por exemplo, é nosso dever permanente agir cobrando dos poderosos — sobretudo em cargos públicos —, competência de gestão. Confetes só quando merecem.
            Os leitores continuam soberanos no jornal, tanto que ocupam dois importantes espaços nas colunas Boca no Trombone e Voz do Leitor, onde expressam livremente comentários elogios e críticas. O Ilha Notícias se orgulha de ser a tribuna e a voz dos moradores da Ilha. E em setembro vamos comemorar juntos — e mais fortes — os 37 anos. Deus é bom!!!

joserichard@uol.com.br
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sábado, 27 de julho de 2013

Ilha sofre com problemas recorrentes no transporte


Todas as manhãs e finais de tarde, ônibus lotados trazem desconforto
 aos passageiros que pagam caro pelas viagens 

            A propósito do resultado de uma pesquisa que o Ilha Notícias promoveu em maio, cujo resultado apontou o transporte como o principal problema dos habitantes da Ilha do Governador, com mais de 43%, quero registrar que, o que era ruim, está pior.
             O serviço de transporte marítimo de passageiros voltou a ser feito por embarcações muito velhas, com elevado risco aos passageiros e viagens muito lentas. O moderno e confortável catamarã é uma ilusão que raramente faz a linha do Cocotá à Praça 15. A concessionária CCR está se lixando para os moradores da Ilha e seu objetivo principal é sem dúvidas o lucro. Não existe comprometimento com os passageiros nem com a qualidade dos serviços. Além de tudo, só operam em horários que lhes convém e cuja lotação signifique arrecadação com lucro.
            Já o transporte feito pelas vans e kombis precisa ser regulamentado em caráter de urgência para acabar com as incertezas geradas por informações contraditórias. Tanto os motoristas e cobradores desses veículos, como os passageiros vivem inquietos diante de notícias confusas e que acabam trazendo prejuízos a todos. A ligação para o centro da cidade é importante e os ônibus e barcas não dão conta. Se não existe ônibus suficiente para atender melhor a população é evidente que o sistema alternativo ou complementar é a solução. É preciso colocar, logo, regras claras e cobrar dos donos das barcas, vans e ônibus, mais eficiência e responsabilidade. A população está cansada disso. A pesquisa já demonstrou.

joserichard@uol.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Papa Francisco e os poderosos



            A chegada do Papa ao Brasil pode ter um efeito de divisor de águas nas mobilizações e protestos que começaram em junho por ocasião da Copa das Confederações. Na oportunidade, até a imprensa foi surpreendida pelos movimentos espontâneos que contagiaram os cidadãos em todo país. O espaço nas manchetes, que se previa para as partidas da FIFA, foram ocupados pelas imagens dos protestos.
           As excelentes apresentações da seleção do Felipão vencendo países campeões mundiais como a Espanha, México e Itália, colocando o Brasil novamente no ranking entre as 10 melhores seleções do mundo, não foram páreo diante da voz que vinha das ruas e fez o Brasil acordar. 
            A visita do Papa ao Brasil é um outro acontecimento de repercussão mundial e toda mídia do planeta estará acompanhando os passos do Sumo Pontífice. Como o mundo já conhece a força da nossa democracia espero que agora os jornalistas deem os mesmos espaços à beleza do Rio e a determinação do seu povo que busca mudanças. 
            Acredito que o Papa Francisco trará paz e esperança ao povo brasileiro, hoje massacrado pela corrupção e por impostos exorbitantes. Peço a Deus que o Espírito Santo use esse Francisco argentino para abençoar as consciências dos ricos e poderosos por mudanças, de modo que os brasileiros não tenham mais motivos para gritar nas ruas. Espero que a vinda do Papa seja o sinal de novos tempos e motive as transformações que todos brasileiros esperam e os novos tempos exigem.
 
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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Os médicos são os culpados pela crise na saúde?


          É absurda, a Medida Provisória que o governo pretende adotar a partir de 2015, para a formação de novos médicos no Brasil. Querem obrigar os estudantes de medicina, após a conclusão do curso, a trabalharem no Sistema Único de Saúde (SUS) por dois anos, deslocados para cidades do interior, antes do período de residência médica. Com essas regras, só após dois anos, esses médicos poderão dar início as especializações e receber o diploma. A proposta é que os brasileiros do interior sejam atendidos por novos médicos, doutores sem experiência e sem a indispensável supervisão de médicos preceptores. Se a medida for adotada muitos jovens podem ficar desestimulados pela carreira médica, diminuindo a quantidade de profissionais para cuidar da saúde da população e aí sim gerar uma crise de falta de médicos no país. Novamente o povo será o mais prejudicado.
           A outra má ideia é importar médicos estrangeiros para as mesmas regiões sem testá-los e confirmar de fato a competência, como se o problema no Brasil fosse a falta de médicos. Os grandes entraves na área da saúde têm origem na péssima infraestrutura, poucos hospitais, postos de saúde, medicamentos e equipamentos. É bom as autoridades também pensarem com urgência em salário justo para esses profissionais, cuja responsabilidade é reabilitar a saúde da população e salvar vidas. 
           Hoje um médico cirurgião precisa estudar 11 anos. Seis do curso de medicina tradicional, mais dois de residência e outros dois ou três anos para se tornar um especialista. Ser um bom cirurgião exige dedicação quase integral durante 11 anos, no mínimo. De modo que, não é justo que queiram obrigar os futuros estudantes de medicina a resolver a má gestão política da saúde, obrigando-os a prestar serviço obrigatório por dois anos no SUS, com salários ridículos em lugares que não existe nem posto de saúde.
          É um absurdo! Espero que as autoridades não estejam falando sério.

joserichard@uol.com.br
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