sexta-feira, 22 de março de 2013

Muitas tragédias acontecem por falta de fiscalização


As 89 famílias sobreviventes da tragédia do Morro do Bumba, que aconteceu há cerca de três anos, estão desesperadas. Por absoluta falta de fiscalização dois prédios de um conjunto habitacional com 11 unidades, em fase final de construção, deverão ser demolidos urgente para não desmoronarem.  A TV Globo denunciou o fato essa semana, exibindo as estruturas condenadas por falta de segurança. Os outros 9 prédios ainda serão vistoriados para garantir a continuação ou não das obras.
 
Cada prédio, cuja construção está sendo realizada no bairro Fonseca, em Niterói, foi orçado em R$ 2 milhões. O prejuízo, tudo indica, será da construtora que fez um péssimo trabalho. As famílias que esperavam ocupar os apartamentos em julho deste ano foram informadas que agora não há previsão para entrega das residências.
 
Cito esse fato lembrando também o que acontece em Petrópolis onde a fiscalização dos governos não agiu. Obras não foram iniciadas e famílias continuam a morar em áreas de risco. Em todos os convênios e contratos com órgãos públicos existe uma cláusula que obriga o órgão que contratou a fiscalizar as obras. Não tiro a responsabilidade do empreiteiro ou dos que são contratados para executar qualquer serviço. Mas é certo que se não houver rigorosa fiscalização e acompanhamento dos serviços, as tragédias, infelizmente vão continuar.
 
São 268 pessoas, sendo 144 crianças, que estão vivendo em condições precárias em uma unidade do exército – 3º Batalhão de Infantaria, em São Gonçalo – com as suas vidas praticamente paralisadas, recebendo apenas um auxílio de cerca R$ 400 do Governo do Estado. O nosso imposto paga uma fiscalização que não está acostumada a agir em quase nenhuma área dos serviços públicos. Muitas vezes essa inércia mata muita gente.