sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Professores precisam ter prioridade nas reivindicações



Não há greve ou manifestação mais justa do que a dos professores da rede pública. Tanto é verdade, que por onde passam as caminhadas de protesto recebem o apoio espontâneo dos moradores. O aceno das janelas dos prédios e o som da buzina dos motoristas têm o sentido único do reconhecimento da população a uma classe pouco valorizada.

A falta de infraestrutura e salários defasados são as principais reivindicações encaminhadas pelo Sindicato dos Professores. Imagino que não há ninguém contra, nem contestações aos pleitos cujas soluções precisam ser rápidas para não prejudicar o ano escolar dos alunos das escolas públicas. Não pode haver brecha para a continuidade do ensino e principalmente com o tempo de ocupação dos alunos.

Qualquer interrupção interfere na rotina das famílias e prejudica principalmente os jovens mais pobres que ficam a mercê das oportunidades geradas pela da falta do que fazer. Pior ainda, é a decepção prematura desses adolescentes com o sistema que os prejudica. Essa decepção será reforçada na convivência e tristeza dos mestres em luta por salários dignos e melhores condições materiais para proporcionar boas aulas. Alunos e professores geralmente são amigos e a maioria das pessoas guarda o nome do mestre pela vida toda, agradecidos pelos ensinamentos e formação da cidadania.

Entendo que todas as categorias profissionais são importantes, mas professores e médicos precisam ter um tratamento diferente. Pessoas com saúde e conhecimento deveriam ser a obrigação prioritária de um país com o seu povo. Não deveria haver perda de tempo para discutir condições quando está em jogo a formação do cidadão e da sua saúde. 
O grito dos professores precisa ser ter eco. Já!!!