sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Ilha do Governador discute o urbanismo


            Com a presença de um público heterogêneo formado por profissionais de engenharia, arquitetos, gente do mercado imobiliário, líderes comunitários, moradores, empresários locais, entre outros, a reunião intitulada de Audiência Pública, convocada pela subprefeitura para discutir um novo PEU – Projeto de Estruturação Urbana – para a Ilha do Governador, na quinta da semana passada (19), foi curiosa.
             O corpo técnico da prefeitura, liderado pela subsecretária Márcia Queiroz, ouviu atento quem se manifestou e garantiu que as propostas e sugestões seriam consideradas para alterar um documento base, que já teria sido elaborado por profissionais ligados à construção civil. Alias, é natural que parta dos especialistas no mercado de construção o interesse em atualizar normas e modernizar as questões urbanísticas da Ilha. Meu sentimento é que aqueles que participaram dessa reunião querem que a região se modernize sem perder o ar bucólico e, principalmente, que a qualidade de vida melhore para todos. Uma questão de bom senso. 
             Minha opinião é que a prioridade de qualquer ação na área urbanística deva ser dada às comunidades da Ilha onde vivem dezenas de milhares de pessoas, muitas em condições desconfortáveis, em casas construídas sem planejamento e por onde os serviços públicos não chegam ou funcionam de modo precário. É óbvio que a Ilha, com cerca de 300 mil habitantes, está no limite de ocupação para uma região cercada pela Baía de Guanabara, comprimida pelo aeroporto e unidades militares. Aqui o PEU tem que ser muito diferente do restante da cidade.
             Concordo que se planeje a Ilha do futuro, mas os governos têm a obrigação de recuperar o tempo perdido e dirigir seus investimentos para as comunidades, levando “ontem” todos os serviços públicos como: rede de água e esgotos, creches, escolas, segurança, serviços de limpeza pública e iluminação. É duro viver sem esses serviços essenciais.