sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Viver na Ilha é maravilhoso


Ares bucólicos na Praça Jerusalém

           Morar na Ilha do Governador é um privilégio. O morador sente uma sensação de estar em casa e mais seguro, quando atravessa a ponte. Principalmente depois de um dia de trabalho ou viagem mais longa, a alegria de voltar é ainda maior.
            Temos nossos problemas, é verdade, e não são poucos. Todavia, a Ilha tem algo especial e carismática, algo que contagia, e as pessoas sentem orgulho de viver por aqui. Mesmo com os sérios problemas de transportes, consequência de apenas um acesso, a vida segue diferente das outras regiões e bairros da cidade do Rio de Janeiro. Talvez a causa de tanto bairrismo seja o isolamento e não ser caminho para nenhum outro lugar. Quem chega pela ponte tem apenas a Ilha como destino.
            No litoral insulano, existem centenas de residências cuja vista para a Baía de Guanabara revelam paisagens do Pão de Açúcar, Cristo Redentor, ponte e Niterói. Do outro lado da Ilha, quem mora no Moneró, Tubiacanga e Bancários curte a vista da Serra dos Órgãos, onde se escondem as cidades de Petrópolis e Teresópolis. A paisagem é privilégio de algumas comunidades. Foi assim que Deus fez. A poluição na baía, culpa do homem irracional confunde a realidade e em dias de céu limpo faz a água parecer azul e limpa.
             Outro privilégio de morar na Ilha é a quantidade de atividades empresariais que podem absorver grande parte da mão de obra local, fato que permite morar, trabalhar e se divertir sem sair da região. Chato é constatar que pouco está se fazendo para melhorar o sistema de transporte, que é ruim e desorganizado. Outra coisa a lamentar é a falta de projetos urbanísticos nas comunidades, que continuam a crescer desordenadamente.  Mas o simples fato de vivermos alegres, com dezenas de blocos pelas ruas, nesse tempo de pré-carnaval e no ritmo do excelente samba da União, faz a vida, na Ilha, ser uma maravilha.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A luta contra o lixo na Ilha do Governador

           Ainda é comum ver pessoas jogando lixo de carros e ônibus

               Essa semana, agentes da prefeitura fizeram uma nova investida para manter limpas as calçadas da Ilha e orientar a população para não jogar lixo nas ruas. Dezenas de pessoas foram autuadas e vão pagar multa de cerca de R$ 90. Quem foi flagrado não gostou, mas a maioria dos pedestres concorda que só fazendo doer no bolso, algumas pessoas apreendem. Se vai resolver, não sei, mas pelo menos, alguma coisa está sendo feita para melhorar o aspecto da cidade.
             É o caso do pequeno Ecobarco, que começou a funcionar nas praias da Ilha para recolher o lixo que aparece boiando nas águas próximas da região. É evidente que, para limpar de fato a Baía de Guanabara do lixo trazido pelos rios da baixada ou jogado pelos moradores da orla e navios a ação é muito pequena, precisaria de centenas de Ecobarcos, e bem maiores, para cobrir toda baía. Mas o nosso Ecobarco é um começo e, nesses primeiros dias, está recolhendo principalmente o lixo próximo à Praia da Bica. Não vai mais adiante porque é grande a quantidade de lixo flutuando e o barco não suporta. Mas a ideia é boa e temos que incentivar a continuidade do projeto e, principalmente, a sua ampliação, até que tenhamos uma população com cultura suficiente para não jogar lixo no mar, rios, canais e valões. 
              Outra coisa revoltante, que afeta a imagem e deixa feia a nossa cidade, são os cartazes colados em muros, postes, pontos de ônibus e passarelas. Nesta semana, uma leitora do Ilha Notícias mandou fotos de folhetos de propaganda colados na passarela que acabara de receber obras de conservação e estava com pintura nova. Alguém, pago para fazer serviço de porco, conseguiu colar centenas de folhetos em diversos equipamentos públicos, cuja propriedade é da população. É importante que a ordem pública não fique apenas multando pedestres que sujam as ruas, mas deve agir sobretudo contra esses porcalhões irresponsáveis, cuja ação é muito mais devastadora para a limpeza da cidade.  O telefone está no cartaz, é só agir.



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