quarta-feira, 9 de abril de 2014

População da Ilha do Governador não vê benefícios com a Copa


Nem o aeroporto do Galeão recebeu obras para a Copa. Está um caos

           Agora ficou claro para a população da Ilha do Governador que a região não vai ser beneficiada com nenhuma obra significativa para a Copa do Mundo. Até no aeroporto, o consórcio, que assumirá agora em maio, diz que só começa sua gestão depois da Copa, em agosto. É que eles não são idiotas para assumir responsabilidades que não conseguirão cumprir diante do caos que se transformou o Galeão. A Infraero administra um aeroporto cujo terminal aeroviário é nojento e onde pouca coisa funciona. A privatização chegou tarde para a Copa e vamos passar vergonha.
           Por outro lado, falta à Ilha força política para conquistar avanços e melhorar a qualidade de vida da população. Nada, absolutamente nada, é construído, em nenhum lugar do mundo, sem ideias, projetos e sem que haja pressão junto às autoridades para que as ideias sejam materializadas. É assim que funciona. Mas quem são as pessoas que planejam e trabalham para o futuro da região? Ninguém sabe. Por essa razão, atualmente não acredito mais em mudanças. Enfraquecida politicamente, a região, se continuar assim, será mais uma vez apenas um reduto usado por candidatos com algum poder que virão asfaltar algumas ruas para garantir suas eleições e voltar na outra eleição. 
            Ainda imagino uma Ilha independente e forte. Com mais de 250 mil habitantes, a região tem mais representatividade do que a maioria das cidades do estado e até poderia ser um município cujo orçamento transformaria a região num lugar moderno e próspero. Entretanto, percebo que ninguém quer sair da sua zona de conforto, como por exemplo, ir à luta para que a Transcarioca — com 40 estações em direção à Barra da Tijuca —, tenha obrigatoriamente uma estação na Estrada do Galeão, para servir à população da Ilha, como estava planejado antes.

joserichard@uol.com.br
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