terça-feira, 24 de junho de 2014

Feriado absurdo

                 



              Absurdo o feriado no Rio, desta 4a feira (25). Prova da incompetência generalizada das autoridades que assim pretendem parar a cidade para evitar eventuais mobilizações de grupos, protestos ou invasão do estádio. Nem é jogo do Brasil, no Rio, para tanta preocupação, e o esquema de segurança em torno do Maracanã já funcionou no último jogo. Desviar o trânsito para longe do estádio seria suficiente.
              O prejuízo dos profissionais liberais e do comércio está insuportável nesta Copa. Por que a Ilha do Governador, distante 20km do Maracanã tem que parar. Incrível essa decisão...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Aterro do Cocotá às escuras coloca em risco a população



Passageiros das barcas correm perigo à noite 

              A falta de iluminação no Parque Poeta Manuel Bandeira – mais conhecido como Aterro do Cocotá – é um problema que atinge a todos nós moradores da Ilha e não apenas aos vizinhos das redondezas ou aos passageiros das barcas que chegam à noite do Centro da cidade. A escuridão e a falta de policiamento têm estimulado a presença de travestis, prostitutas, usuários de drogas e assaltantes, grupos que tornam o lugar perigoso à noite, quando figuras estranhas se escondem pelos cantos.
               Inaugurado na gestão do prefeito Marcos Tamoyo, em 1979, o Aterro do Cocotá se estendia até a Rua Praia de Olaria. Foi projetado para ser um parque de multiuso com atividades culturais, esportivas e de lazer. A região era literalmente um banhado cujas obras de aterro movimentaram muita terra e a urbanização custou caro aos cofres públicos.  
               O Aterro do Cocotá é o maior parque público da região e abriga dois órgãos importantíssimos como o Fórum da Justiça e o Detran, além do Terminal das Barcas e a Lona Cultural, onde são realizados interessantes apresentações artísticas. Manter o parque bem iluminado, limpo e com policiamento é uma obrigação das autoridades e respeito à população que paga impostos caríssimos. Tenho certeza que muitas famílias poderiam desfrutar do espaço do parque como uma extensão de seu cotidiano, muitas vezes presos em apartamentos de prédios sem varanda e área de lazer. Imagino um dia o uso sadio do Aterro para as suas finalidades projetadas e eventos culturais e esportivos simultâneos na Lona e nas quadras de skate, futebol e tênis.
               Deixar de lado a conservação dos equipamentos públicos é dar pouca importância ao povo que poderia utilizá-lo e ter uma vida mais agradável. O parque precisa de segurança, limpeza e conservação. O seu uso inadequado e a presença de figuras estranhas é fruto do seu abandono pelas autoridades. 

joserichard@uol.com.br

Ilha não pode ser depósito de carros abandonados

Muitos veículos estão abandonados em praças, calçadas e terrenos baldios

              Proliferam na Ilha do Governador carros abandonados por diversas ruas e bairros. As vezes moradores deixam seus veículos sem as mínimas condições de uso em frente a própria residência por anos intermináveis, causando transtorno aos vizinhos e sujeira em torno do carro que apodrece a cada dia e acaba se tornando um péssima referência na rua.
              Pior é quando desconhecidos abandonam veículos em péssimo estado em ruas ou sobre as calçadas. Em pouco tempo, viram carcaças inúteis em virtude da canibalização que acontece durante a noite por marginais. Esses veículos acabam se transformando em montes de metal, sem rodas, motor e bancos, servindo principalmente para esconderijo de marginais ou foco de mosquitos, baratas e ratos. O incômodo à vizinhança é grande e parece não existir nenhuma ação constante das autoridades para remover esses carros abandonados.
              O mato nas laterais da estrada que vai para Tubiacanga já foi um verdadeiro cemitério de carros abandonados. Muitos desses veículos eram roubados, incendiados e jogados nas madrugadas pela região. Agora a quantidade é menor, talvez pelas obras do novo Posto do Detran ao lado do Parque Royal. Havia também a denúncias de que alguns desses carros faziam parte do “golpe do seguro”. Um esquema era planejado para os veículos sumirem e os proprietários receberem o seguro. Essas ações criminosas somadas ao simples abandono, porque o donos não tinham condições de consertar o veículo, geraram uma grande quantidade de carcaças que produzem doenças e servem de esconderijo para atos criminosos. Imagine os problemas que um carro abandonado na porta da sua cada por meses é capaz de produzir.
Cabe às autoridades agir logo. A Ilha não pode se transformar no depósito de carros abandonados da cidade. 

joserichard@uol.com.br

As dificuldades no trânsito só aumentam

Os engarrafamentos são rotina para sair da Ilha pela manhã

                   A cada dia fico mais preocupado com os problemas recorrentes no trânsito da Ilha. Algumas kombis e vans exageram na indisciplina circulando ostensivamente em alta velocidade pelas ruas e desobedecendo todas as regras de trânsito, ao mesmo tempo em que colocam em risco outros veículos e pedestres. Sem falar da barulheira infernal e dos gritos que anunciam trajetos e chamam passageiros. Uma vergonha! Fora isso, é impressionante a volta dos congestionamentos, que agora são diários e atrasam a vida de milhares de pessoas que ficam presas na Estrada do Galeão obrigadas a ficar dentro de ônibus e outros veículos sem alternativas do que fazer, senão esperar.
              Esse tempo perdido nos engarrafamentos é irrecuperável e o estresse dessas horas na prisão veicular tem sido a razão de justificado mau humor de muitos insulanos. Além de obrigados a acordar mais cedo, os insulanos estão chegando atrasados ao trabalho, escolas e outros compromissos sérios. Os culpados existem e sabemos quem são. A dificuldade de mobilidade urbana chegou a limites incríveis e o pessimismo toma conta de quem precisa se deslocar diariamente nas vias da Ilha e da cidade. A justificativa em alguns lugares do Rio são as obras, mas na Ilha, infelizmente não aconteceu nada a não ser o início da construção de uma Vila Olímpica que está parada e se deteriorando há quase um ano.
              Estou na torcida do hexa da equipe canarinho. Espero que o Brasil vença a Copa, sobretudo para amenizar a indignação geral que flutua no ar. Torço que possamos realmente viver, após a Copa, os legados nos estádios e nas ruas e, por isso, estou animado. Uma boa alternativa para assistir os jogos do Brasil é a quadra da União da Ilha que terá um telão e a entrada é grátis.

joserichard@uol.com.br