segunda-feira, 22 de junho de 2015

Vans da Ilha proibidas de realizar viagens para o Centro

               Com a determinação da prefeitura de proibir a circulação de vans no Centro, os passageiros da Ilha encontram sérias dificuldades de deslocamentos para outras regiões da cidade. Além da falta de linhas para a Zona Sul, região onde muitos insulanos trabalham, o uso dos ônibus para deslocamentos até o Centro é difícil, desconfortável e caro. Os ônibus tipo “frescão” como alternativa diária, é insuportável para o bolso de qualquer um. A opção por barcas continua com as incertezas de sempre, além dos poucos horários as embarcações são velhas e inseguras.
              Deslocar kombis e vans unicamente para trechos ligando as comunidades com os principais eixos viários faz sentido se as linhas de ônibus proporcionarem fluxos confiáveis com veículos suficientes para atender os passageiros em todos os horários. Linhas de Vans e ônibus existem por concessão da prefeitura, cujas regras para prestar esse serviço tem critérios onde a prioridade é servir bem a população. Mas isso nem sempre acontece. A prefeitura precisa estar atenta, fiscalizar e cobrar das empresas de ônibus, a circulação de veículos durante 24 horas, de modo que nas madrugadas os ônibus estejam circulando, mesmo que em menor frequência.  Foi da falta de ônibus durante a noite que, há alguns anos, surgiram as kombis substituindo a inexistência de ônibus em horários noturnos.
              Cada tipo de transporte público tem a obrigação de prestar bons serviços à população. São bem remunerados para isso, mas infelizmente persistem maus gestores que colocam irresponsavelmente kombis, vans, ônibus e barcas em péssimo estado para transportar passageiros. 
Torço que as mudanças que a prefeitura faz no transporte alternativo sejam transformadoras e a mobilidade urbana mais útil aos deslocamentos da população.

Ilha pode ter novo Projeto de Estruturação Urbanística

              O PEU, Projeto de Estruturação e Urbanística que está sendo discutido na Câmara dos Vereadores gera grande expectativa nos grupos que mantêm interesse no desenvolvimento da Ilha do Governador. A perspectiva de ser aprovado o aumento de mais um andar nos novos prédios é polêmico e objetivamente pode incentivar a construção de unidades mais baratas, mas tem contraponto no aumento da população da Ilha e mais congestionamento de veículos nas ruas.
              Outra questão interessante é determinar espaço de estacionamento suficiente nos edifícios comerciais para empresários e clientes. As estradas do Galeão, Cacuia e a Avenida Paranapuan, cujos perfis já estão definidos como zonas comerciais, vivem entulhadas de veículos nas calçadas, por absoluta falta de vagas. Será uma atitude de bom senso se os vereadores aprovarem novos edifícios com andares de garagem suficiente para garantir o movimento do prédio de modo independente.
              A construção de edifícios garagem, nas principais vias, seria um extraordinário avanço que o novo PEU pode trazer como benefício para moradores e comerciantes. Além de um bom negócio, que gera renda e empregos, as ruas e calçadas poderiam ganhar outro aproveitamento urbanístico para o bem estar da população e melhor fluxo no trânsito. 
              O novo PEU vai mudar regras e definir normas para a construção de novos prédios e a ocupação de terrenos. A expectativa de todos nós é que esses novos critérios sejam elaborados com sensibilidade e responsabilidade de modo a transformar a Ilha em uma região próspera e ótima para trabalhar e viver.