quinta-feira, 30 de julho de 2015

Acidente mostra que continua grave o problema de mobilidade urbana

             No início da manhã da terça (30/6), um acidente entre uma caminhonete e um ônibus deixou como vítima fatal um homem de 44 anos que dirigia o veículo ao lado do pai,  que sofreu diversos ferimentos. Lamentamos a tragédia que aconteceu com essa família e nos solidarizamos com a dor da perda do Samuel da Costa, conhecido como Samuquinha e que se dirigia cedinho para fora da Ilha para um dia de batalha.
              Como consequência do acidente formou-se um congestionamento de mais de cinco quilômetros com carros em fila desde a sede da Prefeitura da Aeronáutica até o relógio do Cacuia e muito além do Ilha Plaza. Quem trabalha na Ilha chegou ao serviço com cerca de uma hora de atraso. Mas pior, muito pior, aconteceu com aqueles que trabalham fora da Ilha ou tinham compromissos marcados, como pacientes, médicos, professores e alunos. Ninguém escapou do tormento no engarrafamento cuja revolta não foi maior em consideração e respeito à vítima cuja vida se foi.
              O que constatamos é a fragilidade do nosso sistema viário. Não existe nenhum plano de contingência que informe aos motoristas e passageiros sobre a gravidade dos engarrafamentos. Não há informação, ou planejamento para informar o tempo previsto para sair da Ilha. Diversos leitores sugeriram esta semana que fosse colocado um placar luminoso na altura do estacionamento da McDonald´s informando sobre o trânsito. Faz sentido e apóio. Naquele local existe um retorno e muita gente poderia alterar a agenda transferindo compromissos para a Ilha. Outra falha foi o absoluto silêncio das autoridades de transporte que não acionaram imediatamente barcas extras para atender a população travada e presa em dezenas de ônibus e milhares de veículos na Estrada do Galeão. A constatação é que a Ilha não recebe prioridade e atenção para o gravíssimo problema de mobilidade urbana, cujo sofrimento é da população.