quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Ilha precisa urgente de mais estacionamentos


             Quando há omissão e silêncio, imagino existir conivência, principalmente com ilegalidades. Isso evita, aos desajustados, preocupações com problemas e riscos. Eles preferem continuar tranquilos na sua área de conforto e exageram nos abusos que cometem. 
             Os mal educados de todos os dias, que estacionam em vagas de idosos ou ocupam as calçadas sem deixar espaço para as mães com carrinhos de bebê ultrapassam os limites da tolerância. Eles fingem que não enxergam ou realmente muitos são abusados. 
             Admito que está quase impossível viver na Ilha sem estacionar sobre as calçadas. Mas é preciso muito bom senso para evitar qualquer prejuízo aos demais cidadãos e moradores. Na região, não existem edifícios garagens e são poucas as áreas permitidas para estacionamento. Essa dificuldade se soma aos poucos prédios comerciais que tem garagem. Onde vão estacionar as centenas de pessoas que acessam diariamente os consultórios médicos, advogados, imobiliárias e outros serviços?  
             Estacionar perto é importante para evitar longas caminhadas, principalmente para os idosos, doentes ou quem possui algum tipo de deficiência. As soluções precisam ser estudadas e rapidamente implantadas. Mas só vão acontecer se a população se mobilizar protestando contra o estacionamento dos carros sobre as calçadas.
             A força de uma mobilização popular inteligente, talvez obrigue as autoridades a investir a grana milionária do IPVA, por exemplo, em espaços verticais para estacionamento de carros. Você já imaginou quantos milhões de reais são arrecadados anualmente dos milhares de carros de moradores e empresas da Ilha?

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Ilha do Governador pode ficar sem as barcas


Barca com quase 60 anos de uso é perigosa e mal conservada

             É inacreditável, mas o péssimo serviço que a população tem no transporte marítimo entre o Cocotá e a Praça 15, pode piorar muito ou até ser suspenso. Todos os passageiros reclamam de poucas barcas e horários insuficientes para ter um transporte confiável e que estimule alguém a utiliza-la. Quem usa as barcas não está satisfeito.
            Algumas embarcações, que fazem o trajeto entre a Ilha e o Centro, possuem mais de 60 anos e, além de velhas, navegam sujas e perigosamente. Há cerca de três meses uma delas bateu forte no píer do Cocotá e os passageiros tiveram que desembarcar entre as pedras. A CCR Barcas que possui a concessão nunca demonstrou a mínima vontade de melhorar os serviços e trata os passageiros como mercadorias.
             Agora, a CCR quer devolver a concessão e cobrar uma indenização milionária do estado que já avisou que não tem dinheiro. Enquanto rola a discussão o serviço deve piorar mais na melhor das hipóteses. Suspeito que nas próximas semanas os passageiros sofram com mais desconforto, menos barcas e poucos horários. O risco de que seja suspenso o trajeto entre a Ilha e o Centro é iminente diante das circunstâncias. O Estado já considerou a hipótese de voltar no tempo e estatizar novamente o transporte marítimo na Baía de Guanabara, cujo modelo não deu certo antes.
            Por enquanto, a alternativa de transporte marítimo pode se transformar em um pesadelo. A integração das barcas com outros meios de transporte fica por conta de um sonho irrealizável por absoluta falta de perspectivas e futuro. Então meu caro leitor, não se surpreenda se o serviço de barcas acabar.