quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

União da Ilha tem luta desigual contra escolas que representam cidades, e só poderá superar as diferenças com excelentes sambas

              


              Gostei muito do desfile da União e acho que a colocação final poderia ter sido melhor. Tudo foi quase perfeito e vibrei ao final do desfile. 
Estou surpreso com o penúltimo lugar, sobretudo porque ficamos na frente apenas da Estácio que veio do Grupo A. 
Então o que justifica ter permanecido no Grupo Especial por um triz?
             Faço duas reflexões para tentar entender. Penso que o desequilíbrio financeiro pesa ao competir contra representantes de cidades como, por exemplo, a Grande Rio (Duque de Caxias) e Beija Flor (Nilópolis), cujas escolas recebem, apoio financeiro das respectivas prefeituras além de possuírem patronos fortes.
              Acredito que para ser competitiva e fazer a diferença, a Ilha depende só dela e de uma virtude natural que possui, que é produzir excelentes sambas enredo. Além de fazer um desfile brilhante, como foi o deste ano, é preciso surpreender a Sapucaí com obras primas como “Domingo”, “O Amanhã”, “É Hoje!”, “Festa Profana”, “De Bar em Bar, Didi um Poeta” entre outros. Samba bom faz a diferença e pode equilibrar a competição.  
             A União tem um excelente grupo de compositores que já produziu sambas fantásticos e que podem fazer a diferença e levar a escola aos primeiros lugares. A União encanta por sua força, melodia, criatividade e beleza. Um bom samba puxa a escola pra cima. Imagina um samba bom com Ciça e Ito.