sexta-feira, 7 de julho de 2017

LOJAS ABREM ESPAÇOS GRATUITOS PARA LIVROS

              É interessante e merece aplausos a iniciativa da empresária Layla Gazelle que vai distribuir gratuitamente livros do acervo pessoal, na sua loja, a partir da próxima semana. O exemplo é saudável e pode estimular outras iniciativas semelhantes, provocando maior oportunidades de leitura para as pessoas que não possuem livros, mas gostam de ler. 
Outro exemplo vem de um dono de um estabelecimento de alimentos na Portuguesa, que instalou uma pequena biblioteca onde os clientes podem trocar livros. Ou seja, quem leva um é obrigado a deixar outro livro, proporcionando oportunidade e revezamento entre um maior número de leitores.
            Livros custam caro e muitas vezes são inacessíveis para as famílias de baixa renda e qualquer movimento para incentivar à leitura deve ser imitado. A biblioteca da Ilha tem um bom acervo literário, mas possui horários limitados de funcionamento, fato que impede o acesso a qualquer dia e horário, principalmente à noite e fins de semana.
              Mesmo cambaleando, o Brasil vai em frente, empurrado principalmente por ações cuja origem é o próprio cidadão que, mesmo através de gestos simples, ajuda a melhorar a cultura e o conhecimento das pessoas. É assim que as coisas acontecem e prosperam em muitas áreas.
              Mas para os cerca de 13 milhões de brasileiros analfabetos, a maioria adultos, espalhados em todas as cidades desse imenso país, inclusive na Ilha, a situação é perversa e a solução só depende de uma forte ação dos governos, que infelizmente fazem vista grossa. (02/JUN)

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