sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

VIOLÊNCIA EM ALGUNS BLOCOS QUE DESFILAM NA PRAIA DA BICA PROVOCA PROTESTO DE MORADORES E COMERCIANTES


              Muitas pessoas estão reclamando, com razão, da violência praticada por alguns foliões durante os desfiles de blocos realizados na Praia da Bica. É lastimável a atitude desses exaltados que, provavelmente sob o efeito de bebidas alcoólicas, incomodam a todos e chegam a provocar brigas agredindo aqueles que vão apenas para se divertir.
            Os moradores da região e comerciantes localizados na Praia da Bica estão no limite da paciência diante da fúria de gente incontrolável que não vai para se divertir e acaba prejudicando a proposta dos organizadores dos blocos que é proporcionar algumas horas de diversão para as multidões que querem brincar o carnaval.
            A prova de que os desfiles dos blocos não são lugar de arruaceiros, mas exclusivamente para diversão, são os desfiles realizados em outros bairros da Ilha, como Ribeira, Zumbi, Village, Freguesia e outros locais, onde esses eventos ocorrem sem incidentes de violência e, a cada ano, multiplicam o número de componentes com um belo espetáculo de alegria e a participação cada vez maior de famílias.
            A Praia da Bica pode ser excluída no próximo carnaval do roteiro autorizado pela Riotur para a realização do desfile de blocos. Basta que o órgão tenha o bom senso de ouvir o clamor da população e da maioria dos comerciantes, que estão bastante revoltados com os estragos e constrangimentos.
            Agora, às vésperas do carnaval, resta torcer que os organizadores dos blocos que ainda vão desfilar este ano consigam conter os exaltados, e que os órgãos de segurança como a PM e GM atuem com mais agentes para garantir que os desfiles sejam realizados em clima de plena alegria para todos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A OCUPAÇÃO DE TERRENO DA UNIÃO, NA RIBEIRA, PREOCUPA MORADORES E COMERCIANTES DA ILHA

A imagem pode conter: planta, céu, árvore, atividades ao ar livre, natureza e água
Vista aérea atual de parte do terreno que está endo ocupado 

             A notícia de venda de lotes no gigantesco terreno da União onde antes seria construído um Terminal Pesqueiro, na Ribeira, é um crime que provavelmente somente será resolvido através de uma ação judicial de reintegração de posse que já deve ter sido encaminhada pelo governo federal. 
             Moradores da Ilha temem que, se nada for feito para impedir a ocupação ilegal do terreno, o local possa se transformar em um loteamento descontrolado, sem as mínimas condições de infraestrutura, como rede de água e esgotos. Um caos.
             O completo abandono do terreno por alguns anos e a lentidão do governo federal para agir, logo nos primeiros movimentos da ocupação, preocupa toda a população da Ilha que teme, há algum tempo, o surgimento de uma nova comunidade, com todos os problemas da falta de planejamento e ilegalidades. 
              A localização à beira do mar e com um cais para acesso de embarcações de médio porte é um fato que torna imprevisível o uso por eventuais futuros moradores que poderão criar rotas de acesso e despejo de esgotos sem tratamento, além do descarte de todo o tipo de lixo.
             A expectativa agora é que com a repercussão na imprensa e a constatação da ilegalidade da ocupação, as autoridades públicas ajam para desocupação do terreno e, imediatamente, o governo construa uma escola, hospital ou outro empreendimento que gere qualidade de vida e desenvolvimento à região.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

QUEM POLUI NÃO ESTÁ À ALTURA PARA COBRAR DOS GOVERNOS A OBRIGAÇÃO DE LIMPAR A BAÍA DE GUANABARA

             
Na Praia de São Bento, o lixo jogado nas águas da 
Baía de Guanabara deixa as areias imundas 

              É inadmissível que quase nada tenha sido feito para a despoluição da Baía de Guanabara nos últimos anos. A grande esperança era o legado dos jogos olímpicos que infelizmente não aconteceu e a poluição continua a avançar com a contaminação química e orgânica das águas e do fundo do mar.
             Não fosse a ação das marés que trazem águas limpas da costa fluminense, a situação da Baía de Guanabara seria muito pior. Os 34 rios que desaguam nela trazem, diariamente, toneladas de lixo flutuante, que são jogados irresponsavelmente pela população das cidades no entorno da baía, tripulantes e passageiros de embarcações que, sem cultura e noção dos danos que provocam ao meio ambiente e à vida, precisam mudar de atitude em favor do coletivo e das futuras gerações que poderão se surpreender com um caldo podre no lugar de água.  
             Milhares de sacos plásticos, animais mortos, garrafas pet, sofás, e outros objetos ameaçam as embarcações que navegam perigosamente entre objetos que podem 
danificar hélices, motores e o casco, provocando problemas que podem gerar graves acidentes. Além disso, banhistas desavisados dos perigos que correm nessas águas contaminadas podem ser vítimas de doenças graves. É impossível encontrar um lugar na baía, onde o esgoto e a sujeira não estejam presentes de forma ameaçadora à vida humana.
             No verão faltam campanhas públicas para alertar à população sobre os danos à saúde que um simples banho de mar pode provocar. É preciso também conscientizar o povo, crianças e adultos, para não jogar objetos e lixo nas águas. É claro que dos governos deve-se exigir mais ações para evitar o despejo de esgoto. Entretanto, falta também dizer, para aquela parte da população sem noção e mal educada que joga o lixo em qualquer lugar que, agindo assim, não estão à altura para cobrar dos governos a obrigação de limpar a poluição gerada por sua absoluta falta de educação.