sexta-feira, 7 de julho de 2017

COLCHÃO APARECE BOIANDO NA PRAIA DA BICA

              Essa semana um leitor enviou ao Ilha Notícias imagens de um colchão velho boiando nas águas da Praia da Bica, jogado por um desconhecido. A redação postou, nas plataformas digitais do jornal, o texto da mensagem e as duas fotos. A indignação do leitor, que colaborou com o jornal, faz sentido pelo absurdo do descarte do objeto nas águas da Baía de Guanabara e provocou centenas e iradas reações na rede social de outros insulanos revoltados com o fato.
              Esse episódio do colchão, poluindo a baía, é uma rotina da absoluta falta de educação de algumas pessoas insensatas. Normalmente são aquelas sem noção e que reclamam de tudo e da vida. Sabem criticar, mas não fazem a sua parte e, pior, acham que sempre têm razão em tudo. A atitude de achar que a Baía de Guanabara é uma lata de lixo ou privada tem a ver com a falta de cultura de pessoas espaçosas que sabem cobrar direitos, mas costumam não fazer minimamente a sua parte.
             Por isso, acho que quem não tem pudor e faz o que passa pela cabeça, não tem o direito de reclamar de nada. Colocar um colchão na baía é uma agressão a toda sociedade que luta, trabalha e estuda feito louca, enquanto uns poucos ignorantes prejudicam a qualidade de vida dos seus semelhantes. São tão insanos que eles próprios devem cobrar dos órgãos públicos a eventual demora em limpar a porcaria que fazem.
              Minha indignação é grande com pessoas que fazem esse mundo pior. E sou pessimista com eles, porque acredito que devem gostar do mau cheiro e curtir a sujeira que provocam. São iguais aos pichadores que invadem nossas casas e prédios e deixam seus garranchos, como prova da própria ignorância. O episódio do colchão é como um ato de pichação, igualmente praticado por imbecis. (23/JUN)

É HORA DE CHAMAR A ATENÇÃO DA A ILHA

              A partir desta semana a Ilha do Governador entra definitivamente para o noticiário do mundo do futebol. A inauguração do Estádio Luso-Brasileiro, na quarta (14), com a realização do primeiro jogo do Flamengo na Ilha do Urubu, nome como ficou conhecido o estádio pela torcida rubro-negra, altera a geografia dos jogos do Campeonato Brasileiro.
             O estádio, o gramado e toda estrutura ficaram a altura da realização de grandes jogos e a expectativa é de que o estádio projete a região e revele para as autoridades públicas a necessidade de muitos investimentos, sobretudo na questão da mobilidade urbana, que sacrifica diariamente a população que trabalha fora da região.
             Problemas, como o vergonhoso serviço de vans e kombis que atrapalham o trânsito, causando congestionamentos em locais como o Mundial, Shopping, República Árabe da Síria e Bradesco no Cocotá, precisam ser resolvidos para colocar as questões dos sistemas de transportes resolvidas e dar mais mobilidade à população insulana que já ultrapassa 250 mil habitantes e tem problemas do tamanho de uma verdadeira cidade.
              É inadmissível que o serviço de transporte marítimo continue sem embarcações e horários para atender as demandas da população de modo eficiente. Escravo das decisões políticas equivocadas, a população é obrigada a suportar ônibus caros e superlotados que não tem linhas para diversas regiões da cidade. Pior é que inexistem estudos, planos ou projetos para mudar esse cenário. 
              O BRT que em um primeiro momento teria uma estação na Estrada do Galeão, em frente à entrada da Base Aérea, não passou de miragem e os passageiros são obrigados a ir até o Fundão, gastando tempo em deslocamentos que poderiam ser evitados com a estação na Ilha.   
              Os sistemas de barcas, ônibus, vans e BRT precisam funcionar em condições excelentes para garantir bons serviços à população. Essa é uma pauta que precisa estar permanentemente em debate pela população e por suas instituições de representatividade, ou nunca as coisas vão mudar. Acredito que com a visibilidade dos jogos do Flamengo a região poderá aproveitar os holofotes para exigir soluções em diversas áreas públicas. Torço por isso. (16/JUN)

FLAMENGO NA ILHA

             A próxima semana marca o início dos jogos do Flamengo na Ilha, depois de cinco meses de obras e um investimento rubro-negro superior a 15 milhões de reais. A expectativa da torcida flamenguista e da população da região é grande, considerando que as instalações e o gramado do novo estádio ficaram excelentes e oferecerem conforto e segurança aos torcedores.
             A materialização da parceria entre a Lusa e o Flamengo, no início do ano, foi um gol de placa dos dirigentes dos dois clubes. Enquanto a Portuguesa ganhou um estádio novinho sem gastar um centavo e valorizou o seu patrimônio, o Flamengo não precisará gastar tempo e dinheiro deslocando a equipe e comissão técnica para jogos em outros estados e cidades. O sentimento dos dois clubes é de plena satisfação.
              Acho que até o trânsito da Ilha pode ganhar se as autoridades conseguirem que as vans e kombis não estacionem em lugares proibidos e deixem de fazer dos pontos de ônibus estacionamento para lotadas, paralisando o trânsito e, como de costume, complicando a vida dos motoristas insulanos.
             Creio que a Ilha vai ganhar muito com a presença assídua do Flamengo e dos adversários na região. Não há dúvidas que restaurantes, lojas e hotéis serão beneficiados com o movimento dos torcedores e dirigentes. Até as torcidas dos times adversários de outros estados vão gerar receitas para as atividades econômicas locais, pela simples permanência, mesmo por apenas algumas horas, no território insulano. É uma questão de marketing.
             O clima de alegria de todas as torcidas invadindo a Ilha e a exposição da região no noticiário esportivo é um fato a ser explorado de modo positivo para a economia local e principalmente para chamar a atenção das autoridades para a solução de problemas regionais como os que existem no setor de transportes. (19/JUN)

LOJAS ABREM ESPAÇOS GRATUITOS PARA LIVROS

              É interessante e merece aplausos a iniciativa da empresária Layla Gazelle que vai distribuir gratuitamente livros do acervo pessoal, na sua loja, a partir da próxima semana. O exemplo é saudável e pode estimular outras iniciativas semelhantes, provocando maior oportunidades de leitura para as pessoas que não possuem livros, mas gostam de ler. 
Outro exemplo vem de um dono de um estabelecimento de alimentos na Portuguesa, que instalou uma pequena biblioteca onde os clientes podem trocar livros. Ou seja, quem leva um é obrigado a deixar outro livro, proporcionando oportunidade e revezamento entre um maior número de leitores.
            Livros custam caro e muitas vezes são inacessíveis para as famílias de baixa renda e qualquer movimento para incentivar à leitura deve ser imitado. A biblioteca da Ilha tem um bom acervo literário, mas possui horários limitados de funcionamento, fato que impede o acesso a qualquer dia e horário, principalmente à noite e fins de semana.
              Mesmo cambaleando, o Brasil vai em frente, empurrado principalmente por ações cuja origem é o próprio cidadão que, mesmo através de gestos simples, ajuda a melhorar a cultura e o conhecimento das pessoas. É assim que as coisas acontecem e prosperam em muitas áreas.
              Mas para os cerca de 13 milhões de brasileiros analfabetos, a maioria adultos, espalhados em todas as cidades desse imenso país, inclusive na Ilha, a situação é perversa e a solução só depende de uma forte ação dos governos, que infelizmente fazem vista grossa. (02/JUN)

TRÂNSITO LENTO, DURANTE TODA SEMANA, PREJUDICA MOBILIDADE DOS INSULANOS

Unica rota de saída, a Estrada do Galeão 
sofre com os engarrafamentos

             O trânsito na Ilha está muito lento na Estrada do Galeão quase todos os dias, por razões diversas e em horários totalmente inexplicáveis, como por exemplo no início da tarde, quando o fluxo de entrada e saída é normal.
            É claro que a quantidade de veículos, entre automóveis, ônibus e caminhões que utilizam a via é muito grande, semelhante ao de uma cidade de porte médio, e isso deve ser um dos maiores motivos do trânsito lento. As ruas vivem abarrotadas de carros circulando, e por absoluta falta de mais estacionamentos, perdem tempo circulando até encontrar espaço para estacionar. 
            Outro fator importante, que atravanca as vias públicas é a circulação de centenas de vans e kombis que não respeitam as leis de trânsito e cometem todos os tipos de infrações, como avanço de sinais, alta velocidade e as vezes resolvem se arrastar em busca de passageiros, segurando abusivamente o fluxo do trânsito.
           A Estrada do Galeão também é rota de centenas de caminhões enormes e pesados que transportam insumos e produtos para as principais indústrias da Ilha como Shell e Cosan. Essas empresas estão localizadas na Ribeira, distante da entrada da Ilha e os veículos são obrigados a percorrer trajeto por toda extensão da Estrada do Galeão e outras ruas, contribuindo para as dualidades no trânsito.
          Alguns sinais, cujo tempo não está corretamente regulado com o fluxo de veículos é um problema que também complica a circulação dos carros. Talvez esse seja o mais fácil de resolver e pode ajudar a diminuir o sofrimento dos motoristas insulanos. Esses são alguns dos ingredientes da lentidão no trânsito da Ilha. Com a palavra a Cet Rio.